Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Mamaço no Hospital Regional de Ceilândia incentiva doação de leite para prematuros



Eles nasceram antes do tempo e sem condições de sugarem o leite nos seios das mães. Por isso, para os bebês prematuros, a doação de leite materno é tão importante. E para falar e mostrar isso, o Hospital Regional de Ceilândia promoveu, na tarde desta terça-feira (14), um mamaço - amamentação coletiva, onde estiveram reunidas mães de prematuros e também aquelas que doam.
Cerca de 20 bebês, com mães e pais, participaram do evento. "Temos mais que isso internados aqui, porém nem todos têm condições clínicas para saírem da UTI neonatal e participarem do evento", ressaltou a neuropediatra da unidade, Patrícia Carrilho.
Não foi o caso da pequena Marina Victória, que apesar de ter nascido com 730 gramas há 27 dias, já está conseguindo ser amamentada diretamente pela mãe Jandira de Jesus. "Mas ela já precisou de leite doado. Esse evento aqui é muito importante para mostrar que é preciso doar para os bancos de leite, que ajudam a gente nesses momentos tão difíceis", comentou.
Durante o evento, a diretora do Banco de Leite da unidade, Débora Keila, explicou que não importa a quantidade que a mãe consegue doar, pois o mais importante é a doação. "Nós temos um consumo de cerca de 80 litros de leite por mês. É muita coisa. Então, é importante que doem e o banco de leite está aqui para dar todo suporte", ressaltou.
DIFICULDADE - O mamaço faz parte das ações da Semana da Prematuridade, que começou hoje e vai até sexta-feira (17), no Hospital Regional da Ceilândia. Segundo a neuropediatra Patrícia Carrilho, o objetivo do evento é conscientizar sobre a prematuridade e também oferecer momentos mais agradáveis para essas mães que chegam a ficar até três meses internadas com seus bebês. É momento para permitir que elas tenham mais garra e orgulho dos seus pequenos guerreiros", disse.
O objetivo está sendo alcançado, segundo Edilene Silva Nascimento, mãe das gêmeas Nayra e Mayra, nascidas na 30ª semana de gestação, há cerca de 40 dias. "A gente fica aqui doida para receber logo alta, mas nem sabemos quando vamos sair. Um dia dura uma eternidade, cada dia é uma luta. Então, com esses eventos, a gente interage e ajuda a passar o tempo mais rápido", diz.
Para Audiane Lucena, mãe do pequeno Ibrahim, nascido há quatro dias, o evento é importante também para receber informações precisas dos profissionais certos. "A gente fica tão perdida, sempre preocupada com o que vai acontecer. É bom poder perguntar direto para quem sabe", destacou.
PROGRAMAÇÃO – Dentro da Semana da Prematuridade, ainda estão previstos uma exposição com fotos de prematuros vestidos de bichinhos, uma aula de dança para mães e funcionárias do HRC na quinta-feira (16) e um café da manhã na sexta-feira (17), quando as mães receberão, cada, cinco fotos dos seus bebes, oferecidas por fotógrafos voluntários, além de brindes. 
Fonte: Secretaria de Saúde-DF