Seppir visita terreiro invadido em Ceilândia e pede providências ao MPF

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Seppir visita terreiro invadido em Ceilândia e pede providências ao MPF

Na tarde desta sexta-feira (03) uma equipe da Secretaria Nacional de
Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), do Ministério da Mulher, da
Família e dos Direitos Humanos
(MMFDH), visitou o Terreiro Ilê Axé Ode
Iboalama
, localizado no assentamento Santarém em Ceilândia. O local foi
invadido por homens armados com foice e facão no Dia do Trabalhador.

Sobre as agressões, a secretária nacional de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial, Sandra Terena, encaminhou ofício para a Procuradoria-Geral de
Justiça do Ministério Público Federal (MPF) pedindo uma ação rápida pelos
poderes competentes. O objetivo é obter uma resposta a estes fatos para coibir
novos ataques semelhantes, visando prevenir um possível agravamento da
situação.

“É importante esse trabalho in loco e rápido da Seppir
principalmente em situações graves como essa. A orientação que recebemos da
ministra Damares Alves é dialogar com a comunidade onde ela está e trabalhar
para que seus direitos e integridade como cidadãos sejam garantidos”, disse
Sandra Terena.

Esta é a terceira vez que o local é atacado. Eles alegam que o motivo
dos ataques é intolerância religiosa. Em relatório de visita, a Seppir informou
que as pessoas estão assustadas e sem saber como se defender, temendo um novo
ataque.

“Havia sete crianças e uma mulher idosa no momento da invasão. Ficaram
todos muito assustados com o ocorrido e preocupados com novas invasões por
conta da impunidade”, afirma a coordenadora geral de Políticas para Povos e
Comunidades Tradicionais de Matriz Africana, Terreiros e para Povos Ciganos da
Seppir, Isabel Paredes.

Intolerância Religiosa

O relatório ainda expõe que o ataque contem indícios de intolerância
religiosa e  revela a disputa pela posse do local onde o terreiro funciona
há seis anos. Segundo os relatos, no momento da invasão os homens disseram que
o espaço não era lugar de “
macumbeiros”, que eles teriam que sair com “as
próprias pernas ou com as pernas dos outros”.

Dez pessoas moram no Terreiro Ilê Axé Ode Iboalama, sendo seis crianças
e adolescentes. Os agressores romperam a cerca do terreiro e fizeram ameaças,
que foram entendidos pelo pai de santo Willian Francisco como “ameaças de
morte”.

Os representantes da Seppir verificaram também que os moradores vivem em
condição precária, sem acesso à saneamento básico e à luz elétrica. Eles
relataram que precisam de doações de alimentos e recebem cestas básicas de uma
igreja. A equipe da Secretaria também esteve presente na 24° Delegacia de
Polícia, onde conversou com o delegado responsável pelo caso.

Mapeamento

A Seppir está mapeando as comunidades de matriz africana e povos de
terreiro do Distrito Federal para montar um plano de trabalho.

Disque 100

Durante a visita, a equipe orientou e solicitou que os moradores do
terreiro acionem o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) no caso de novas
ocorrências. Oferecido pelo Ministério da Mulher, da Família e dos
Direitos Humanos (MMFDH), o serviço recebe denúncias de violações de direitos,
inclusive desaparecimentos e exploração sexual de crianças e adolescentes.

O canal de denúncias funciona diariamente 24 horas por dia, incluindo
sábados, domingos e feriados. O serviço gratuito também pode ser acionado por
meio do aplicativo Proteja Brasil.

A ferramenta pode ser considerada como “pronto-socorro” dos direitos
humanos, pois atende também graves situações de violações que acabaram de
ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes,
possibilitando o flagrante.

Fonte: Comunicação Seppir
LEIA TAMBÉM -   Colégio da Polícia Militar CED 07 de Ceilândia promove Semana de Educação para Vida

Deixe uma resposta

Posts Relacionados

%d blogueiros gostam disto: