Placas penduradas em um beco de Ceilândia avisam do risco de assaltos


Cansado de ver pedestres sendo assaltados ao lado de uma igreja entre a QNN 23 e a 32 em Ceilândia, no Distrito Federal, o mecânico Paulo Roberto, de 46 anos, decidiu alertar a população sobre o perigo na região. Com tinta, ele pintou muros e pendurou placas com os dizeres "risco de assalto", na esperança de diminuir a quantidade de vítimas roubadas em plena luz do dia.
O local fica entre uma área comercial e outra residencial. Para chegar de um lado ao outro, é preciso atravessar um caminho estreito e sem saídas laterais. “Minha oficina fica praticamente em frente ao ponto de assalto. Como é um beco, não tem para onde a pessoa ir, ela fica cercada. Quando os meninos descem do colégio, por volta de meio-dia, ou quando sobem para a aula, sempre tem assalto", diz. "Uma escola até arrumou um ônibus para levar os meninos até o metrô por causa de tanto assalto."

O vigilante Davi Pinheiro afirma que já presenciou vários roubos no local. "Trabalho aqui do lado e vejo assalto direto. Os bandidos não se incomodam com ninguém, assaltam quem estiver passando. Com o alerta diminui, mas com a volta às aulas, volta tudo ao normal."
"É só alguém andar com o celular na mão que é assaltado", diz o mecânico. "De vez em quando a gente até tentava correr atrás dos assaltantes, tentava tomar o celular que roubavam. Geralmente são adolescentes que andam armados. Eles agridem com murros para roubar, principalmente mulheres e adolescentes.”
Embora soubesse que a área é ponto de assalto há algum tempo, o comerciante só teve a ideia de avisar a população depois que o filho de 15 anos sofreu uma tentativa de roubo no mesmo lugar. “Ele percebeu que ia ser assaltado e fingiu que ia entrar em uma casa. Ele sabia que é perigoso, eu avisava ele, mas adolescente, você explica as coisas e eles não escutam.”
Um dos muros pintados pelo mecânico pertence a uma igreja. Responsável pelo local, o pastor não se queixou sobre a “pichação” em sua propriedade. “Ele até aprovou porque a filha dele também foi assaltada”, disse. “Agrediram ela. Quando é mulher, eles logo agridem.”

O mecânico disse que a comunidade agradeceu a iniciativa. “O pessoal elogiou, e agora estão até querendo me ajudar, fazer um fundo melhor, uma pintura melhor, escrever mais visível.”
O publicitário Carlos Paiva disse que se considera "alertado" com as placas. "Quando eu vi o aviso pela primeira vez, fiquei com receio de passar por aqui. Pensei até em voltar e fazer outro caminho."
Informações e imagens do portal G1
Placas penduradas em um beco de Ceilândia avisam do risco de assaltos Placas penduradas em um beco de Ceilândia avisam do risco de assaltos Reviewed by Diário de Ceilândia on sexta-feira, janeiro 16, 2015 Rating: 5

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