Uma das maiores comunidades da América Latina, Sol Nascente apresenta problemas que parecem não ter fim


Considerada a maior comunidade a céu aberto do Brasil e a segunda maior da América Latina, o Sol Nascente - uma comunidade localizada em Ceilândia - ainda convive com precariedades que deixam moradores da região preocupados com o que pode vir a acontecer. Falta de saneamento básico, lixos jogados em vários cantos da cidade, alto índice de criminalidade e transporte público precário são algumas das situações que estão em evidência na região. Sol Nascente continua crescendo e os problemas também

Para saber mais sobre a comunidade que abriga aproximadamente 110 mil pessoas, a equipe de reportagem do jornal Brasil Notícia foi até o Sol Nascente, que fica a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília, ouvir quem vive o dia a dia da região e saber quais os maiores problemas enfrentados.


Logo ao chegar, a equipe de reportagem do Jornal foi até a UPA que fica aproximadamente 3 quilômetros do centro do Sol Nascente. Lá, encontramos com Ana Claudia dos Santos, que estava esperando há 5 horas uma consulta com um pediatra para o seu filho que estava passando mal. "Aqui só gastaram dinheiro para construir essa UPA. Investir em médicos que é bom eles não investem. Aqui sempre fica muito lotado. Hoje só não está lotado porque eles já avisaram que não tem médico de manhã e não tem previsão para atendimento à tarde", relatou Ana, com bastante indignação.

E os problemas vão bem além da crise na saúde. No centro da região tem buracos que dificultam bastante a passagem de carros, ônibus e pedestres e lixo acumulado em diversos locais da cidade. “O lixo perto da minha casa tem resto de hospital e muito animal morto. É muito lixo acumulado e tudo fica aberto. E o pessoal da SLU só vai até lá tirar o lixo se nós formos atrás”, disse Neide da Silva, moradora do Sol Nascente há 10 anos.

O lixo também é um problema na Escola Classe 66, a única escola do Sol Nascente, que conta com cerca de 1300 estudantes do primeiro ao quinto ano. “Aqui em volta da escola nós não temos calçamento. Como as pessoas têm o costume de jogar lixo para tudo quanto é lado, eles jogam lixo aqui na entrada, o que ocasiona a entrada de ratos”, disse a supervisora da escola, Stefanna Danielle.



POPULAÇÃO

Em 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um relatório mostrando que a região tinha 57 mil habitantes. Em 2013, esse número, de acordo com o Instituto, aumentou para 78 mil moradores. No entanto, segundo os líderes comunitários, atualmente são 110 mil pessoas morando no Sol Nascente.

RESPOSTAS

A equipe de reportagem do Jornal Brasil Notícias, entrou em contato com a líder comunitária e educadora, Margarida Minervino, que mora há 12 anos no Sol Nascente e, segundo ela, nas eleições passadas vários parlamentares estiveram na região para fazer campanha eleitoral e até hoje ninguém deu sinal de projetos para a melhorar a qualidade de vida dos moradores.

“Até agora a única resposta que chegou até nós é que o governo não tem verba para nos ajudar. A necessidade extrema é a coleta do lixo e a questão do esgoto que ainda é fóssil. Mas até agora só ficou prometido. Ainda estamos lutando”, frisou a líder.

Tentamos entrar  em contato com a administração da Ceilândia, no entanto, até o fechamento dessa reportagem, não obtivemos retorno.

Jornal Brasil Notícias, com adaptação
Uma das maiores comunidades da América Latina, Sol Nascente apresenta problemas que parecem não ter fim Uma das maiores comunidades da América Latina, Sol Nascente apresenta problemas que parecem não ter fim Reviewed by Diário de Ceilândia on quinta-feira, abril 23, 2015 Rating: 5

Nenhum comentário

Slider

[recent]

Anuncios!

Diário de Ceilândia © Copyright 2018. Tecnologia do Blogger.