Cerca de 320 moradores participaram do Voz Ativa em Ceilândia


No encerramento do ciclo de debates sobre segurança pública, a edição da noite desta quinta-feira (8) do Voz Ativa, em Ceilândia, reforçou como a cultura pode ser um instrumento de transformação social. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, cerca de 320 moradores da região participaram das discussões com o governador Rodrigo Rollemberg, no Centro Olímpico, na QNO 9.

Entre propostas e reivindicações, foi destacada a carência de recursos e de espaços públicos para atividades culturais. Luciene Velez, fundadora da Associação Cultural Meninos de Ceilândia, apontou a ocupação de locais sem uso e as parcerias com o setor privado como soluções para a demanda. "Os postos da Polícia Militar que estão desocupados podem servir para a criação cultural, com artesanato, venda de CDs e de camisetas, além de exposições." Ela também reclamou da falta de visibilidade para a cena cultural de Ceilândia.

Rollemberg informou que a disponibilização de espaços hoje fechados para atividades culturais está em debate no governo. O chefe do Executivo também apoiou que seja feita parceria com uma empresa de telefonia que possui estruturas abandonadas na região e concordou com a sugestão dos moradores de estabelecer atividades culturais na Caixa D'Água, tombada como patrimônio histórico e cultural. "Ceilândia tem de se apropriar dos seus espaços."

Ao reforçar a importância da cultura de rua para os jovens, Roberto Barbosa da Silva, conhecido como Beto SDR, membro do movimento CEI Viva, ressaltou que, por meio do rap, desviou-se da violência e do tráfico de drogas na região. "Eu faço rap, e essa foi a primeira escola da qual eu consegui gostar. Isso me deu uma direção e me fez dizer não para o crime. Mas aqui temos pouco orçamento para a cultura."

Apresentações artísticas

No evento, houve apresentações de artistas locais, como o grupo de dança de rua CeilanSoul e o DJ Jamaika. Entre as atrações musicais, também participou a cantora Safira Alves, de 15 anos, moradora do Sol Nascente e filha do DJ Jamaika. Grafiteiros da região se dedicaram a pintar telas disponibilizadas no espaço.

No Voz Ativa, 15 pessoas se inscrevem para fazer sugestões verbalmente. Os demais presentes podem fazer reclamações e pedidos por escrito, que são encaminhados aos órgãos responsáveis.

Com o fim da edição do Voz Ativa na área de Segurança Pública, a secretária-adjunta da Segurança Pública e da Paz Social, Isabel Seixas, avaliou os quatro encontros realizados neste ano. "O evento nos faz pensar demandas e debater soluções com a comunidade, muitas vezes abrindo nossos olhos para o que nem sempre temos conhecimento. As informações colhidas estão sendo processadas."

Agência Brasília

Cerca de 320 moradores participaram do Voz Ativa em Ceilândia  Cerca de 320 moradores participaram do Voz Ativa em Ceilândia Reviewed by Diário de Ceilândia on sexta-feira, outubro 09, 2015 Rating: 5

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