Cinco mil pacientes são prejudicados com desalojamento da cirurgia plástica no HRAN


Cerca de 5 mil pacientes que aguardam cirurgias plásticas na rede pública de saúde terão uma rotina ainda mais complicada com a mais nova medida adotada pela Secretaria de Saúde do DF. A única unidade de cirurgia plástica da rede pública de saúde, que funciona no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), está sendo desalojada da área destinada à especialidade, no sétimo andar do edifício, o qual divide com a ginecologia.


Na cirurgia plástica do HRAN não se realizam procedimentos puramente estéticos. São atendidos pacientes com câncer que precisam de enxertos; vítimas de acidente que precisam de cirurgia reparadora; os que se submetem a cirurgias bariátricas e precisam de retirada do excesso de pele; mulheres que precisam fazer reconstrução mamária; e os doentes crônicos que desenvolvem escaras pelo longo tempo deitados.

Nessa fila, 80 são pacientes com casos de tumor maligno que, pela retirada de tecidos, precisam de enxertos para minimizar o trauma e as dificuldades de conviver com a mutilação. Também fazem uso da cirurgia plástica, a mulheres vítimas de câncer de mama que precisam de cirurgia de reconstrução - procedimento de oferta obrigatória na rede pública desde abril de 2013.

"Os próprios queimados, cujo atendimento também é exclusivo no HRAN, vão ser prejudicados com essa medida. É uma insensatez que precisa ser evitada", afirma o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), Gutemberg Fialho.
Cinco mil pacientes são prejudicados com desalojamento da cirurgia plástica no HRAN Cinco mil pacientes são prejudicados com desalojamento da cirurgia plástica no HRAN Reviewed by Diário de Ceilândia on segunda-feira, dezembro 21, 2015 Rating: 5

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