Secretário de Saúde afirma que 2016 não vai ser muito diferente deste ano

Em entrevista ao Portal Metrópoles, o secretário de Saúde, Fábio Gondim, afirmou que 2016 não vai ser muito diferente deste ano para quem procura atendimento na rede pública do DF. Ao falar sobre a recomendação do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) de suspender uma contratação emergencial, sem licitação, no valor de R$ 18 milhões, o titular da pasta não economizou nas críticas: “Quando não é o Tribunal de Contas é o Ministério Público. A gente não consegue fazer nada para melhorar o atendimento. Agora, entendo por que os secretários de Saúde ficam seis meses no cargo e as empresas, décadas”.

Gondim disse que a administração da Saúde no DF virou um “negócio de louco” em função das ações do MP e do TCDF. Ele citou como exemplo a licitação para substituir a empresa que fornece alimentação para os pacientes dos hospitais da rede pública. “Quando a gente quer mudar, não consegue”, completou, destacando que há 42 anos a mesma empresa atua no setor.

De acordo com Gondim, os questionamentos do TCDF e do MP tornam a administração do GDF “inviável” e “está passando dos limites”. Servidor concursado do Senado e especialista na área de orçamento, planejamento e gestão, Gondim foi escolhido pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB) para administrar um orçamento de R$ 7,5 bilhões.

Nesta manhã (30), o Ministério Público do DF e o Ministério Público de Contas recomendaram o cancelamento de uma contratação emergencial, sem licitação, para serviços de logística no valor de R$ 18 milhões, publicada no Diário Oficial na última semana do ano, quando órgãos de controle estão em recesso.
À tarde, Fábio Gondim tomou uma bronca do chefe. Por telefone, durante 25 minutos, Rollemberg reclamou com veemência de uma entrevista em que Gondim ataca a atuação do Ministério Público do DF e do Tribunal de Contas do DF. A reportagem do Correio presenciou, em gabinete na Secretaria de Saúde, o sermão que Gondim ouviu do governador.
Durante todo o tempo, Gondim dizia que foi mal-interpretado e que em nenhum momento teve intenção de atingir os órgãos de controle. Rollemberg não reduziu o tom. Ficou claro que o governador não gostou da afronta ao Ministério Público e ao TCDF. “O senhor tem razão”, respondia repetidamente o secretário de Saúde.
O secretário de Saúde dizia que não sabia “que se tratava de uma entrevista”: “Achava que era uma conversa coloquial com uma jornalista”, justificava.
A crise repercutiu nos bastidores do Palácio do Buriti. Já se fala que o embate deixou uma rusga entre Gondim e o governador e pode custar uma substituição no comando da pasta.
À noite, a Secretaria de Saúde divulgou uma nota na tentativa de esclarecer a celeuma.
“O secretário de Saúde rejeita a polemização do assunto e esclarece que sua história profissional reflete o respeito pelas instituições públicas”, diz a nota. Em outro trecho, nega que os problemas no setor existam devido aos órgãos de controle: “Em momento algum entende que as dificuldades para a gestão da Saúde decorrem de ações do MPDFT e TCDF. Pelo contrário, tem buscado o diálogo franco com essas instituições para apontar caminhos que garantam a melhoria do atendimento à população, sempre respeitando a legalidade e primando pelo gasto responsável das verbas públicas”
*Informações do portal Metrópoles e CB.Poder (Correio Braziliense)
Secretário de Saúde afirma que 2016 não vai ser muito diferente deste ano Secretário de Saúde afirma que 2016 não vai ser muito diferente deste ano Reviewed by Diário de Ceilândia on quarta-feira, dezembro 30, 2015 Rating: 5

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