Áreas de risco em Ceilândia passam por vistoria para prevenção de acidentes com chuvas


[Agência Brasília] Para mostrar o perigo de um paredão de terra a menos de dois metros de uma casa, o agente da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil Carlos Café passa apenas o dedo mindinho para que pedaços da estrutura se soltem. A residência se encontra no alto do Morro do Piauí, na Fercal. “Se chover, o monte desaba sobre ela. E todas as casas daqui são construídas nas mesmas condições”, explica.

A vistoria preventiva da qual Carlos Café participou ocorreu na quarta-feira (16) e foi a primeira de nove em áreas de risco do Distrito Federal. Até 18 de março de 2017, a Defesa Civil, que é vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, acompanhará uma equipe do Corpo de Bombeiros do DF nas visitas.
“Em certos pontos, as nossas viaturas de combate a incêndio não entram, então vamos tomar as medidas cabíveis nos órgãos responsáveis para arrumar soluções e atender essas comunidades, se necessário”, explica o comandante do Grupamento de Proteção Civil dos bombeiros, Ricardo Vianna, que esteve na vistoria de quarta-feira. Um exemplo dessas soluções é o desvio do córrego Engenho Velho, que danifica a ponte Flor de Liz quando tem cheia.
A equipe voltará à Fercal em 30 de novembro. Depois, o trabalho preventivo será no Parque Gatomé, em Samambaia (15 de dezembro); no Sol Nascente (11 de janeiro) e no Por do Sol (25 de janeiro), em Ceilândia; na Vila Rabelo, em Samambaia (8 de fevereiro); na chácara Sucupira, no Riacho Fundo (22 de fevereiro); na Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante (8 de março); e na Vila São José, em Vicente Pires (18 de março).

Plano de contingência da Defesa Civil

A Defesa Civil tem um plano de contingência para as chuvas dividido em quatro partes. Na primeira, de análise, é feito um levantamento de dados das áreas de risco. Foi o caso da visita à Vila Cauhy, no Núcleo Bandeirante, em 29 de setembro. A prevenção começa na segunda, quando há troca de informação com outros órgãos para pensar soluções de acesso e de resgate — as vistorias planejadas com os bombeiros até março fazem parte dessa etapa. Socorro e reconstrução são a terceira e a quarta fases do plano, colocadas em prática quando ocorre um incidente.

Contatos da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar

O telefone da Defesa Civil é (61) 3361-1935, no horário de expediente do órgão, das 8 às 18 horas. O atendimento também é feito em plantão de 24 horas por dia no (61) 99427-5076. Em casos de emergência, a recomendação é chamar o Corpo de Bombeiros pelo 193 ou a Polícia Militar pelo 190.
Áreas de risco em Ceilândia passam por vistoria para prevenção de acidentes com chuvas Áreas de risco em Ceilândia passam por vistoria para prevenção de acidentes com chuvas Reviewed by Diário de Ceilândia on sexta-feira, novembro 18, 2016 Rating: 5

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