Situação da Saúde em Ceilândia não melhora, denuncia FENAM



Depois de uma notificação de interdição ética, o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) propôs um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) impedindo o encaminhamento de pacientes críticos a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia.

A precária condição de funcionamento daquela unidade de saúde também foi relatada pelo Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF) em dossiê enviado à Secretaria de Estado de Saúde, aos órgãos de fiscalização e controle e às entidades da sociedade após uma série de visitas realizadas em maio. O documento contém o resultado das averiguações realizadas na UPA, no Hospital Regional e nos Centros de Saúde 2, 4, 6, 7, 8, 9, 10 e 12.

A atividade fez parte do programa de atividades itinerantes anual do SindMédico-DF, desta vez com foco específico na cidade de onde as queixas e denúncias de médicos e demais profissionais se referem tanto ao hospital quanto à UPA e centros de saúde.

Déficit de pessoal, superlotação e desorganização

No hospital de Ceilândia, os problemas vão desde o déficit de médicos, o que faz com que alguns pacientes aguardem até três dias para receber uma prescrição, até a falta de lençóis para as macas. Na UPA, a superlotação e a falta de estrutura física são gritantes. Não há pontos de oxigênio suficientes para os pacientes mais graves, da Sala Vermelha. Já nos Centros de Saúde, o aumento da demanda e a ausência de informações acerca do programa Converte APS comprometem a assistência.

“Em geral, as queixas vêm de uma ou outra área. Nos últimos meses, em Ceilândia as reclamações partem de todos os lados. Isso é preocupante, na medida em que revela a desorganização em todos os níveis da assistência à saúde da população”, afirma o presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho.

O documento foi encaminhado à Secretaria de Estado de Saúde (SES-DF), ao Ministério Público (Prosus e Pró-vida), ao Ministério Público de Contas, à Defensoria Pública, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), à Pastoral da Saúde da Arquidiocese de Brasília, ao Comitê Executivo Distrital da Saúde, à Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa do DF e ao Conselho Regional de Medicina.

Federação Nacional dos Médicos
Situação da Saúde em Ceilândia não melhora, denuncia FENAM Situação da Saúde em Ceilândia não melhora, denuncia FENAM Reviewed by Diário de Ceilândia on domingo, julho 09, 2017 Rating: 5

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