Rendeiras do Brasil é tema do Maior São João do Cerrado 2018


O Maior São João do Cerrado 2018 traz como tema central As Rendeiras do Brasil. Nesta edição, o evento homenageará a atividade das rendas que  preserva técnicas e saberes tradicionais e leva consigo a identidade cultural brasileira. Avós, mães, filhas e netas… Assim são transmitidos, de geração entre geração, os conhecimentos da arte que também representa autonomia para as famílias.
Bilro ou da Terra, Filé, Labirinto, Renascença, Richilieu ou Ponto Cruz. Estes são alguns dos tipos mais conhecidos do belo tecido, que do vestido de noiva ao pano de mesa, estão presentes no dia a dia brasileiro.

A história do desenvolvimento das rendas no Brasil começa em 1759, após a expulsão dos Jesuítas pelo Marquês de Pombal. Nesse período foi demandado pelo governo central de Portugal que moços e moças aprendessem Português e nessa época, sete vilas foram escolhidas para  ensinar aos jovens as técnicas das rendas e fiados.
Foram elas (confira o mapa):
Vila Viçosa Real (Viçosa do Ceará), Messejana (Fortaleza – Ceará), Vila de Arronches (Fortaleza – Ceará), Vila Nova de Soure (Fortaleza – Ceará), Montemor-o-Novo (Baturité Ceará), Extremoz (Ceará Mirim – Rio Grande do Norte e Arez (Santo Antônio – Rio Grande do Norte).
Assim começa a difusão das rendas no Brasil que, historicamente, foram enraizadas no Nordeste e hoje ganham todas as regiões.
A editora e organizadora da obra Rendas e Fiados do Nordeste Brasileiro, Cristina Ferrão, ressalta a importância da valorização da tradição.
“O ensinamento da confecção destas rendas vem sendo passado de mãe para filha através da tradição oral e deve ser incentivado, pois hoje em dia esse importante trabalho merece ser difundido de uma forma mais ampla, e com uma maior valorização para essa tradição”, conta.

Maria Severiano dos Santos, mais conhecida como Mestra Maria de Clarice, é conhecida por suas rendas em Alagoas. A rendeira, que segue a tradição da família, tem o título de Registro do Patrimônio Vivo (RPV), concedido pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura. Para ela, é importante preservar a arte.
“Já nascemos ouvindo o barulho dos Bilros. Começamos brincando e é daí que surge o interesse desde cedo pela renda. É uma grande alegria e uma honra ter este título. É um destaque e um reconhecimento da nossa arte. Não podemos deixar a nossa arte morrer, precisamos reforça-la”, conta Maria Severiano.
A idealizadora do Maior São João do Cerrado, Edilane Oliveira, fala sobre o tema.  “Todo ano o Maior São João do Cerrado busca divulgar e fortalecer alguma coisa da cultura popular. E neste ano resolvemos trazer As Rendeiras do Brasil porque é um movimento que cresce a cada dia e fortalece famílias”, conta.
Para colocar o público ainda mais no clima nordestino, o evento conta também  com os shows do palco principal e das ilhas de forró, as exposições de arte e ambientes cenográficos, a praça de alimentação com comidas típicas entre outras atrações.
O Maior São João do Cerrado é um pedaço do Nordeste no coração do Brasil e acontece nos dias 18, 19 e 20 de maio, ao lado do estádio Abadião, em Ceilândia-DF.
Rendeiras do Brasil é tema do Maior São João do Cerrado 2018 Rendeiras do Brasil é tema do Maior São João do Cerrado 2018 Reviewed by Diário de Ceilândia on domingo, maio 13, 2018 Rating: 5

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