Músico fluminense radicado em Ceilândia é semifinalista em Festival da Radio Nacional FM (EBC)


Com letras que falam do cotidiano, de amor e de questões sociais, Marcelo Café vem se destacando por seu posicionamento em relação ao empoderamento de negras e negros.  Sua música “A Revolução é Preta” foi classificada na categoria ‘Música com Letra’ e é uma das semifinalistas na edição de 10 anos do Festival de Música Nacional FM.  

Com a canção que celebra a negritude, o samba, a mulher negra e nossa brasilidade, Marcelo Café venceu o 17º Finca (Festival Universitário de Música Candanga – de 2017), festival famoso na capital promovido pela Universidade de Brasília (UNB), que já premiou grandes artistas, como Móveis Coloniais de Acajú e Ellen Oléria. A gravação oficial foi lançada em 13 de maio de 2018, dia da abolição da escravatura no Brasil, e “A Revolução é Preta” veio como música de protesto pelo empoderamento negro e contra o racismo, embalada pela leveza do Samba. 

SOBRE A MÚSICA

Estudante de Letras Francês, na UnB, enquanto andava pelas alas do ICC Norte uma manifestação artística chamou sua atenção e o inspirou, o músico viu a frase ‘I HAVE SEEN GOD AND SHE IS BLACK’, utilizada pelos Black Powers, nos Estados Unidos.  Marcelo conta que “Naquele momento começou a elaborar a letra e pensar: por que Deus não poderia ser preto, ou ser uma mulher preta? Isso seria uma revolução. Em um dia a ideia fluiu, depois, começou a vir a segunda parte, como uma coisa messiânica. A revolução viria , sendo preta , trazendo empoderamento à negritude brasileira , colocando as coisas no lugar e trazendo amor como força motriz dessa Revolução. Linda , formosa, pixaim, a revolução é Preta.” No mesmo ano a música foi a vencedora do festival de música promovido pela universidade, o Finca.

Para levar 'A Revolução' a fase final do festival é fácil, basta clicar no link e dar o seu voto para a música: https://goo.gl/LFYscx

SOBRE O ARTISTA

Marcelo Café traz em suas composições mensagens de reflexão contra o preconceito e incentivos as políticas públicas e sociais. Seus shows, com banda ou em voz e violão, procuram levar ao público suas influências musicais e políticas, cantando a estética e a valorização da cultura negra brasileira em suas letras de Samba e Samba-Rock.

O músico que completou 45 anos de idade e 20 de carreira em maio deste ano, nasceu em Niterói - RJ, começou a cantar aos 7 anos sob incentivo de sua mãe, no coral da igreja. Com apenas 10 anos chegou à Brasília, acompanhado do seu pai que por lá trabalhava. Estabeleceram-se em Ceilândia, local onde mora, desenvolve trabalhos sociais e onde afirmou sua carreira profissional como cantor e compositor.

Ainda criança, aprendeu a tocar violão e bateria, na juventude passou pelo teatro e começou a tocar em bandas de rock e outros estilos, porém, foi com a MPB que o músico se destacou nos bares da capital. Em 2005, assumiu o vocal da banda autoral Casa-Grande, que misturava Bossa-nova e Rock n’ roll. E, paralelo a esse projeto, já tinha seu trabalho solo, mostrando suas composições nas principais casas noturnas da cidade.

Em 2007, foi classificado no Festival de Música da Rádio Nacional com a música “Depois do Samba”, música que deu nome ao seu CD autoral, bastante elogiado pela diversidade de ritmos e vertentes do samba que apresenta, além da poesia de suas canções. O CD “Depois do Samba”, foi gravado com apoio do FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e lançado em 2015 no Teatro Sesc Garagem. Nesse mesmo ano, o artista ganhou o prêmio de artista de samba mais acessado do Centro-Oeste no site independente Palco MP3, com 43 mil acessos em sua página.

Em 2016, sua música se fez ouvida e cantada ao ser vencedor do “Festival Brasília Independente”, da Rede Globo de Televisão em Brasília-DF. Em 2017, ganhou o prêmio FINCA, com a música ‘A revolução é Preta’, e foi destaque no Festival São Paulo Exposamba com a música ‘Samba Cura’. 

 Agora em 2018, Café realizou o show ‘Para todos’ no Clube do Choro, e o Baile do Café, onde comemorou os 45 anos de vida e 20 de carreira. Participou da Festa de Aniversário e da 4ª Feira Cultural de Ceilândia, da comemoração aos 60 anos da Rádio Nacional, tocando sua música autoral ao vivo pela Radio Nacional de Brasília e do Rio de Janeiro. Participou com sua intervenção musical de apresentações teatrais e oficinas com a temática Identidade Negra.

PROJETOS E PARCERIAS

Até final deste ano o compositor lança em parceria com a Velha Guarda da Portela e alguns músicos brasilienses, a música de sua autoria “Isolda Maria”, que fará parte da coletânea ’Casa de Sinhá’.  O músico também pretende lançar seu EP, e afirma ”Esse novo EP, que se chama Negridade, é um EP com um olhar para aquilo que está à minha volta, na minha pele, falando da beleza negra, do empoderamento de negros e negras, valorizando nossa negritude brasileira. Um EP com um grito poético, porém com leveza, composto por sambas e sambas-rocks com belos arranjos, muito swing e muito dançante.”

Visando estimular a economia da cultura e divulgar o trabalho dos profissionais que atuam na área cultural em Ceilândia, nos meses de novembro e dezembro, em parceria com a ARTECEI o músico executa o projeto “Tardezinha do Samba”, um empreendimento cultural na Casa do Cantador que tem como objetivo promover e valorizar a cultura do Samba e os artistas deste estilo na Cidade. O projeto tem como um de seus objetivos promover a assistência social através de arrecadação e distribuição de alimentos, todas as apresentações serão gratuitas.

SOBRE O FESTIVAL

O Festival visa revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço na programação da Rádio Nacional FM para cantores, compositores, instrumentistas e arranjadores, valorizando a produção de artistas do Distrito Federal e Entorno. Uma comissão formada por seis jurados e representantes da Rádio Nacional FM, avaliou um total de 239 músicas nos seguintes quesitos: música, letra, arranjo e qualidade das gravações. Foram selecionadas 50 músicas para a segunda fase do festival, de execução na programação da Nacional FM e a votação pela internet, que se estenderá até o dia 16 de novembro de 2018.

No dia 19 de novembro, serão anunciadas as 12 músicas finalistas que participarão do Show da Final, que acontecerá no dia 08 de dezembro no Teatro da Caixa Cultural. Para comemorar os 10 anos do Festival, no dia 09 dezembro, também no Teatro da Caixa Cultural, será realizado um show especial com a apresentação de artistas premiados em outras edições e que marcaram a história do Festival de Música Nacional FM.

 Redes Sociais
 Facebook: cafecantor
 Instagram: marcelocafeoficial

FICHA TÉCNICA:
A Revolução é Preta (Marcelo Café – 2017)
Produção, Arranjo e Direção Musical:
Edson Arcanjo

Arranjo de Metais:
Westonny Rodrigues

Músicos:
Bruno Caselato (bateria)
Edson Arcanjo (violão)
Felipe Silva (trombone)
Kadu Nascimento (percussão)
Léo Barbosa Mazinho Ventura (Contrabaixo)
Pedro Molusco (cavaco)
Westonny Rodrigues (trompete)
Filipe Silva (Trombone)
Samuel Daniel (sax)

Coro:
Layla Jorge
Marta Sampaio

Captação, mixagem e masterização: Orbis Estúdio
Design: Mica Design e Cultura
Produção Executiva e Artística: Mariwô Produções
Marketing Digital: Valéria Amorim
Assessoria de Comunicação: Candiá Produções



Músico fluminense radicado em Ceilândia é semifinalista em Festival da Radio Nacional FM (EBC) Músico fluminense radicado em Ceilândia é semifinalista em Festival da Radio Nacional FM (EBC) Reviewed by Douglas Protázio on terça-feira, setembro 18, 2018 Rating: 5

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