Ceilândia é recordista em crime de alcoolemia

Ceilândia é recordista em crime de alcoolemia


Nos dez anos de vigência da Lei Seca, 14.233 condutores foram presos no Distrito Federal por serem flagrados no trânsito dirigindo embriagados. O maior número de registros ocorreu em 2015, com 2.009 prisões. O menor foi em 2012, com 481. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o condutor que apresentar concentração de álcool igual ou superior a 0,3 miligrama por litro de ar alveolar comete crime de trânsito, cuja pena de detenção varia de seis meses a três anos.

O levantamento realizado a partir de dados da Polícia Civil do Distrito Federal indica que a cidade de Ceilândia, a mais populosa do DF, foi a recordista nesse tipo de infração com 2.036 flagrantes, de junho de 2008 a julho de 2018. Em 2016, a cidade atingiu o ápice de ocorrência, com 363 prisões. Já a Região Administrativa de Brasília ocupa o segundo lugar em maior quantidade de presos por alcoolemia, 1.598, seguida de Taguatinga, com 1.362, e de Planaltina, com 1.025. Ainda foram registrados elevados casos de alcoolemia no Gama, com 985 prisões; em Samambaia, com 894; e em Santa Maria, com 812.


Além do destaque no número de prisões, de acordo com dados do Departamento de Trânsito do Distrito Federal, as sete cidades do DF que lideram os registros de crime por alcoolemia, são exatamente as que sofreram a maior perda em acidentes de trânsito nos últimos dez anos. A Ceilândia com 229 mortos, Brasília com 208, Taguatinga com 159, Samambaia com 93, Santa Maria com 81, Gama com 68 e Planaltina com 66.

Crescem autuações e diminuem mortes

As prisões de condutores que apresentaram índice alcoólico igual ou superior a 0,3 miligrama por litro de ar alveolar são resultado das ações de fiscalização de trânsito e de segurança pública realizadas pelo Detran-DF, DER-DF, PMDF, PCDF e CBMDF. Sendo importante observar que, nos últimos quatro anos, as ocorrências vêm caindo gradativamente, de 2.009 prisões em 2015, para 1.911 em 2016, 1.734 em 2017 e 1.334 entre janeiro e setembro de 2018.

No entanto, as autuações administrativas por condução de veículo após a ingestão de bebida alcoólica vêm aumentando expressivamente. Em 2014, foram autuados 11.864 motoristas. Em 2015, foram 14.153. Subiu para 15.111, em 2016 e, em 2017, deu um salto para 24.425. Até setembro deste ano, foram autuados 16.564 condutores.

Em contrapartida, as mortes em acidentes de trânsito nas vias urbanas e rodovias do DF vêm caindo nos últimos anos. De 390 óbitos em 2016, reduziu para 254 em 2017 e, de janeiro a setembro deste ano, ocorreram 229 mortes. Conforme dados da Estatística de Trânsito do Detran, desde o mês de junho, vem caindo o número de mortes no DF. Em setembro, morreram 14 pessoas no trânsito, o segundo menor número de mortes dos últimos 23 anos, perdendo somente para março de 2017, quando ocorreram 13 óbitos. Com esse resultado, o DF completa quatro meses seguidos com redução de vítimas fatais, se comparado ao mesmo período de 2017.

O diretor-geral do Detran, Silvain Fonseca, atribui esse resultado à intensificação da fiscalização pelos órgãos de trânsito e às rigorosas operações Lei Seca que resultaram no aumento das autuações por alcoolemia nas vias do DF. Somam-se a isso, as campanhas educativas e as intervenções realizadas nas vias com base em estudos da Engenharia e da Estatística de Trânsito do órgão.

Penalidades

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sob a influência de álcool é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir. A reincidência no período de até 12 meses acarreta multa em dobro, ou seja, R$ 5.869,40. Além disso, a recusa à realização de exame que comprove a influência de álcool ou outra substância psicoativa também é considerada infração de trânsito.

*Informações do Detran-DF / Imagem arquivo DC

Ceilândia é recordista em crime de alcoolemia Ceilândia é recordista em crime de alcoolemia Reviewed by Douglas Protázio on sexta-feira, outubro 12, 2018 Rating: 5

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