O proselitismo político em Ceilândia

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Talvez seja essa a melhor forma para definir o sufocamento a que se encontram submetidos o comércio regular de Ceilândia, em especial no centro da cidade. A falta efetiva de controle e ordem por parte do Governo do Distrito Federal – GDF, trás para as calçadas, paradas de ônibus e vias toneladas e toneladas de mercadorias vendidas por ambulantes sem o mínimo controle urbano, sanitário e legal.

São enormes quatidades de mercadorias e diversos outros produtos em situação irregular ou ilegal que são expostas e colocadas a venda diariamente, estabelecendo uma verdadeira “concorrência” sem precedentes com os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços regulares.

O descontrole que a primeira vista é sempre relativizado pela falta de emprego formal, contraditoriamente essa situação poderá trazer mais desemprego, pois os posto de trabalhos gerado pelo comércio regular podem desaparecer diante da situação que enfrentam os proprietários de lojas frente a diminuição vertiginosa das vendas, despesa fixa com mão de obra, impostos, aluguel e diversas outras obrigações legais.

Se essa situação continuar sem atuação do GDF, onde a irregularidade está se tornando a regra dos famosos discursos recheados de proselitismo político de ocasião, os reflexos desse caldeirão da falta de diálogo franco com o setor produtivo, da inexistente busca de saídas, as consequências serão devastadoras para a economia local, para a população e para o caixa do GDF.

Se o comércio regular não for urgentemente e minimamente protegido, Ceilândia poderá se tornar em verdadeiro paraíso das irregularidades. Quando nos reportamos às “irregularidades”, de forma sútil, estamos nos referindo a todas as outras atividades que a inação e a possível leniência do Estado vem trazendo e que poderá fazer brotar, ainda mais nesse perigoso vácuo da falta de ordem, fiscalização e controle.

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Este estado de desordem já é conhecido e os resultados, também, além dos já descritos, como autuações de pessoas com passagens ou fugitivos da polícia, tráfico de drogas, prática de homicídios e feminicidios, venda de produtos roubados ou furtados, usuários de drogas, mendicância e arrombamentos de estabelecimentos comerciais é o que há dentro desse caos social.

O combate ao comércio irregular de produtos e venda de alimentos processados na rua ou em instalações irregulares sem as mínimas e legais condições sanitárias, venda de drogas, artigos oriundo de possíveis roubos de cargas pelo pais ocupam irregularmente as áreas públicas, em frente das lojas comerciais regulares despertando o furto, o roubo e a revenda desses produtos nas proximidades.

Todo essa cenário é palco para a lavagem de dinheiro, para a sonegação de impostos, fechamento de negócios regulares, extinção de postos formais de trabalho, desestruturação da economia local, falta de investimentos públicos e privados, diminuição do valor venal dos imóveis da região, para o aquecimento do mercado do crime e para a crescente insegurança pública e estruturação do crime organizado.

Esse calamitoso e perigoso estado de coisas em Ceilândia centro segue desvelado como um alerta, ao governador do DF Ibaneis Rocha, pois as consequências do “‘saara da desordem”, no centro da maior e mais pujante cidade do quadradinho, tem se tornado uma tendência e que poderá desaguar na mais completa perda de controle.

A receptação de produtos, oriundos do furto e de roubos, e a venda de produtos irregulares são “mercadorias” conhecidas que fomentam o crime, a ilegalidade e a sonegação de impostos, pilares que se erguem pela falta de fiscalização, controle e regulação dos órgãos governamentais, seja de dia ou de noite, especialmente, no centro de Ceilândia e ao logo da via Hélio Prates que corta a cidade.

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Por fim, segue a pergunta, que não quer calar, até quando Ceilândia será tratada com descaso, até quando vamos aturar essa passividade estatal. Até quando?

Associação Comercial de Ceilândia – Acic

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