Podcast: Assassinato do jornalista Mário Eugênio completa 35 anos

Podcast: Assassinato do jornalista Mário Eugênio completa 35 anos
Imagem reprodução TV Globo

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Há trinta e cinco anos o jornalista Mário Eugênio Rafael de Oliveira, o Gogó das Sete, era assassinado em Brasília. O crime ocorreu após a denúncia da atuação de um Esquadrão da Morte em Brasília envolvendo a cúpula da segurança do Distrito Federal.

Mineiro de Comercinho, formou-se em Jornalismo pela Universidade de Brasília, UnB. Logo após, Mário Eugênio se especializou na cobertura Policial pelo Jornal Correio Braziliense. Apaixonado pela notícia e com estilo investigativo, logo ganhou destaque na capital da República.

Em 1978, foi convidado a apresentar o Programa Policial Gogó na Rádio Planalto de Brasília. Dono de boas fontes, sempre saía na frente com as notícias, levantando denúncias. Além da cobertura rotineira do jornalismo policial, volta e meia Mário Eugênio fazia reportagens denunciando violações de direitos humanos, prisão ilegal, tortura, e divisões na cúpula da Secretaria de Segurança Pública.

Aos 31 anos, Mário Eugênio foi executado com sete tiros na cabeça, quando saía da Rádio Planalto por volta da meia noite. Ele havia acabado de gravar o programa Gogó das Sete que iria ao ar no dia seguinte. Os tiros foram disparados pelo policial civil Divino José de Matos, conhecido como Divino 45.

O inquérito policial apontou como participantes do crime, o Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal na época, Coronel Lauro Melchiades Rieth, e o delegado, Ary Sardella, coordenador da Polícia Especializada. O processo contra os dois foi arquivado. Já Divino 45 foi condenado a 14 anos de prisão.

O policial Moacir de Assunção Loiola, também suspeito de participação no crime, morreu cerca de um ano depois do crime, aparentemente por suicídio. O assassinato de Mário Eugênio fez com que ele virasse uma lenda do jornalismo policial do Distrito Federal, na década de 80.

Até hoje é lembrado pelo bordão: “Aqui a notícia é do tamanho da verdade, doa a quem doer!”

*Com informações da Agência Brasil / Áudio CBN Brasília

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