Bolsonaro x Haddad: quais são as propostas para a educação?

Compartilhe essa matéria

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp


No próximo dia 28 de outubro, Jair Bolsonaro (PSL) e
Fernando Haddad (PT) voltarão a se enfrentar nas urnas. Até lá, os candidatos à
presidência seguirão defendendo suas ideias e propostas para o Brasil.

Na
Educação, os candidatos precisarão lidar com um cenário não muito promissor. Dados
de avaliações mais recentes da educação brasileira mostram que ainda temos muito
a melhorar. No último Pisa – avaliação internacional que mede o desempenho
educacional dos alunos de 15 anos em 70 países –, realizado em 2015, o Brasil
ocupou a 63º posição em ciências, 59º em leitura e a 66º em matemática.

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad tem 55 anos e é
formado em
Direito, com especialização em Direito Civil. Mestre
em Economia e doutor em Filosofia, é professor universitário da disciplina Teoria
Política Contemporânea, na Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas da USP. Filiado
ao PT desde 1983, Haddad foi ministro da Educação nos governos Lula e Dilma
Rousseff. Já o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, tem 63 anos e possui carreira
militar, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras. Na Escola do
Exército, Bolsonaro formou-se em
Educação Física. Com
sete mandatos consecutivos, há 27 anos o presidenciável é deputado federal pelo
Rio de Janeiro.

Confira abaixo um resumo das propostas para a educação
brasileira dos dois candidatos.

Fernando Haddad (PT)

No capítulo “Educação para o Desenvolvimento das pessoas e
do País”, o candidato Fernando Haddad faz um breve resumo das
políticas públicas
educacionais criadas e ou reforçadas nos governos Lula e Dilma Rousseff. De
acordo com o plano de governo do petista, “Lula e Dilma mais que duplicaram o
orçamento real do MEC, criaram o FUNDEB e o Piso Salarial Nacional do Magistério
e expandiram a escolarização obrigatória (dos 4 aos 17 anos)”. Haddad promete
retomar essas ações que foram interrompidas pelo o que ele chama de “golpe de
2016”, que abriu caminho para o “desmonte da educação pública”. Entre as
promessas de campanha do candidato estão:

– Investir 10% do PIB em educação, revogando a Emenda
Constitucional 954, que impõe um teto para gastos públicos por 20 anos, além de
realizar a “retomada dos recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social
do Pré-Sal”;

– Aumentar as vagas em creches e ampliar a educação em tempo
integral, sobretudo em áreas de vulnerabilidade social;
-Realizar ajustes Base Nacional Comum Curricular, retirando
“imposições obscurantistas”;

-Haddad tem como meta “garantir que todas as crianças, adolescentes
e jovens de 4 a 17 anos estejam na escola e que aprendam”;

– Contrário à “Escola Sem Partido”, Haddad pretende criar a
“Escola com Ciência e Cultura”, uma proposta com para transformar “as unidades
educacionais em espaços de paz, reflexão, investigação científica e
criação cultural”;

– Retomará os investimentos na educação do campo, indígena e
quilombola;

Jair Bolsonaro (PSL)

O plano de governo do candidato Jair Bolsonaro é basicamente
um discurso contra a esquerda, mas precisamente os governos do PT. Ao contrário
de Fernando Haddad, que promete aumentar os recursos para educação, Bolsonaro
acredita que é “possível fazer muito mais com os atuais recursos”. As
proposições do candidato do PSL trata a educação básica e o ensino
médio/técnico como prioridade inicial.

– Mudar a metodologia escolar,
revisando o conteúdo e “expurgando a ideologia de Paulo Freire, impedindo a
aprovação automática e a própria questão de disciplina dentro das escolas”;

– Fomentar o empreendedorismo na faculdade;

Ampliar o ensino de disciplinas como matemática, ciências e
português, “sem doutrinação e sexualização precoce”;

– Transformar o Brasil no centro mundial de pesquisa e
desenvolvimento de grafeno e nióbio;

– Mudanças na educação a distância que “deveria ser vista
como um importante instrumento e não vetada de forma dogmática”.

Roberto Paim | Educa Mais Brasil 
*Esse artigo é um publieditorial 

Veja mais:

LEIA TAMBÉM -   Obras no Sol Nascente seguem dentro do cronograma estabelecido, afirma GDF

Deixe uma resposta

Posts Relacionados

%d blogueiros gostam disto: