Confira cinco assuntos que podem ser tema da redação do Enem

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[Artigo Patrocinado] A pouco menos de dois meses da aplicação
das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),
que acontecem nos dias 04 e 11 de novembro, é importante dedicar parte do tempo
para revisar os conteúdos e buscar informações sobre atualidades. Além de
auxiliar os estudantes nas questões mais interpretativas, saber o que acontece
ao redor contribui também para realização de uma boa prova de redação.

No Enem 2018, a avaliação
será aplicada no primeiro dia. A nota máxima equivale a 1.000 pontos. Para
alcançá-la, o participante deverá seguir as orientações fornecidas pelo
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e
realizar a “produção de um texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo,
sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política”.

Além de discorrer sobre o assunto,
o participante deverá considerar os seguintes pontos durante a construção da redação Enem 2018:

1.      Tese:
durante a escrita, será preciso defender uma tese, que equivale a opinião ou
posicionamento existente sobre o tema


2.    Argumentos:
são os pontos apresentados para embasar a tese, que devem ser escritos com
clareza. Para isto, o estudante deve selecionar, relacionar e organizar as
informações para defender o posicionamento.


3.     Intervenção:
o Inep também orienta para a criação de uma “proposta de intervenção social”,
ou seja, de soluções capazes de sanar o problema apresentado ao longo do texto.


Para não ser pego de surpresa, a preparação
é a principal chave para o bom desempenho. E, quando se trata de uma das provas
mais temidas de todo o exame, uma das sugestões é ler constantemente jornais e
revistas, livros e diversos outros conteúdos informativos. Feito isso, que tal
começar a praticar a escrita? Confira abaixo alguns possíveis temas para redação 2018 do Enem:

1.       Fake News

A proliferação de Fake
News
é um dos possíveis temas com a proximidade das Eleições
Gerais 2018 no Brasil. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem realizado
parcerias para barrar notícias falsas. Recentemente, também por conta do pleito
brasileiro, o Facebook desativou uma
rede de notícias falsas no país com cerca de 196 páginas e 87 contas que juntas
reuniam mais de 1,5 milhão de seguidores. A rede social também atuou
internacionalmente a fim de “proteger” as eleições nacionais desativando contas
em países como França, Alemanha, México e também no estado americano do Alabama
(EUA).

Outro acontecimento importante
foi a divulgação de notícias falsas após o assassinato da vereadora do Rio de
Janeiro, Marielle Franco, em março de 2018, quando diversos boatos foram
criados sobre a sua vida pessoal. O Facebook
novamente desativou páginas que espalharam os boatos.

Internacionalmente, o tema também
teve repercussão. O principal motivo foi a ascensão de Donald Trump à
presidência dos Estados Unidos, eleito após derrotar Hillary Clinton nas urnas
mesmo quando diversas pesquisas apontavam para a vitória da candidata. Segundo
divulgou na época o BuzzFeed, nos
últimos três meses de campanha, 20 histórias falsas de blogs e sites
supostamente informativos foram responsáveis por 8,711 milhões de
compartilhamentos, reações e comentários. Em paralelo, 20 notícias reais alcançaram
menos de 7,5 milhões de engajamentos.

No ano seguinte, as Nações Unidas
lançaram a Declaração Conjunta sobre Liberdade de Expressão e Notícias Falsas (Fake News), Desinformação e Propaganda,
que pontua um dos grandes dilemas da sociedade da informação atualmente: lidar
com boatos que diminuem a credibilidade da imprensa e interferem no direito à
informação, e, ao mesmo tempo, evitar que sejam utilizados como argumento para
a promoção da censura.


2.       Bullying

O comportamento de crianças e
adolescentes está sempre entre os temas de interesse da população e desperta
atenção especial de pais e educadores. Em todo o mundo, cerca de 150 milhões de
estudantes, entre 13 e 15 anos, já vivenciaram experiências de bullying na escola. A informação consta
no relatório sobre violência escolar produzido pelo Fundo das Nações Unidas
para a Infância (UNICEF), que foi divulgado nas últimas semanas. Ligado à
Organização das Nações Unidas (ONU), o órgão sinalizou ainda que 17 milhões de
adolescentes afirmaram já ter intimidado colegas em instituições de ensino.

Relatório do Programa
Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) aponta que 17,5% dos estudantes
brasileiros, de aproximadamente 15 anos, chegaram a sofrer bullying pelo menos uma vez no mês no ambiente escolar. A
informação é relevante para que pais, educadores e instituições de ensino
planejem estratégias para lidar com a questão em todas as esferas sociais.

3.       Saúde pública e a reaparição de doenças
erradicadas

Desde 1998, quando aconteceu a
primeira edição do exame, o tema “saúde
pública
” no país não chegou a ser abordado diretamente. Doenças
que estiveram no auge nos séculos XX e XIX, no Brasil, estão de volta e
preocupam especialistas em saúde pública. É o caso da Febre Amarela, Malária e
o Sarampo. Essa última já estava erradicada no país desde 2016, de acordo com
Organização Mundial da Saúde (OMS), mas em julho de 2018 já registrava 995
casos somente nos estados de Roraima e Amazonas.

A Poliomielite também está entre
as doenças que preocupam as autoridades. Segundo o Ministério da Saúde, apenas
os estados de Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal não têm locais de
risco. São Paulo tem mais de 40 cidades em estado de alerta contra a doença.
Municípios baianos e maranhenses realizaram apenas 15% da cobertura de vacinas
necessária.

Outra doença em evidência é a
Difteria. Em abril de 2016, países como o Haiti e a Venezuela fizeram
notificações de surtos à Organização Mundial de Saúde – essa última registrou
142 mortes e mais de dois mil casos no respectivo ano. No Brasil, já foram
registradas seis suspeitas. A enfermidade pode ser abordada no Enem devido ao
crescimento de imigrantes venezuelanos em Roraima, na região norte, que fogem
da crise no país de origem.
4.      
Mobilidade
Urbana

A mobilidade urbana ainda não foi
tema de redação Enem, mas pode ser
considerado sempre atual devido aos problemas cada vez mais frequentes
registrados nas grandes cidades. Entre os assuntos que podem ser abordados,
estão: construção de ciclovias e estímulo ao deslocamento por meio de
bicicletas, relação da diminuição de veículos nas ruas com a poluição
atmosférica; incentivo ao transporte coletivo e reflexões sobre a qualidade do
serviço prestado à população.
5.      
BNCC
x Reforma do Ensino Médio x Enem

Os três tópicos estão diretamente
relacionados. A Base Nacional Curricular
Comum é o documento que define os
conteúdos que deverão ser ensinados nas escolas e fornece orientações sobre
quais conhecimentos, competências e habilidades essenciais devem ser aperfeiçoados
em cada nível da educação
básica
. Em abril, o Ministério da Educação entregou a BNCC do ensino médio ao Conselho Nacional
de Educação que, desde maio, realiza audiências públicas em cinco cidades do
país – uma em cada região.

Já a reforma do ensino médio, implementada por meio de
Medida Provisória, foi apresentada em setembro de 2016 pelo Governo Federal com
propostas de modificação das disciplinas obrigatórias e ênfase no ensino
técnico
. Para que seja implementada em caráter definitivo, é preciso
que haja a homologação da BNCC, a qual “definirá direitos e objetivos de
aprendizagem do ensino médio” segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB, Art. 35-A)
Quanto ao Enem, o atual ministro da educação,
Rossieli Soares, anunciou que o formato do exame deve mudar a partir de 2020
para acompanhar as mudanças do ensino médio propostas pela BNCC.
Tunísia Cores – Ascom Educa Mais Brasil

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