Distrito Federal é destaque na redução de óbitos no trânsito

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Distrito Federal é destaque na redução de óbitos no trânsito

Em setembro, o Distrito Federal
completou quatro meses seguidos com redução de mortes em acidentes de trânsito,
se comparado ao mesmo período de 2017. Conforme dados do Detran-DF, setembro de
2018 teve o segundo menor número de mortes dos últimos 23 anos. Com 14 óbitos,
perde somente para março de 2017, quando ocorreram 13 mortes.


O Distrito Federal atingiu, em 2017, a maior redução de mortes em
acidentes de trânsito, desde 1995, quando se iniciou o registro estatístico. Em
1995, o DF tinha uma frota de 436 mil veículos e morreram 652 pessoas. Em 2017,
com uma frota de 1,7 milhão de veículos, morreram 254 pessoas em acidente de
trânsito. Uma redução de 61% no número de mortes de 1995 para 2017.


Essa redução aproxima o Distrito Federal da meta definida para a
Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020, proclamada pela
Organização das Nações Unidas (ONU), de reduzir em 50% o número de mortes em
acidentes de trânsito no mundo. Comparando os 461 óbitos, em 2010, com os 254,
em 2017, a redução no DF já atingiu 44,9% no último ano.


Redução
de velocidade

 

O relatório Managing Speed da
Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, em todo o mundo, a velocidade
excessiva ou inapropriada é a causa de uma em cada três mortes por acidentes de
trânsito.
Um estudo da Gerência de Estatísticas do Detran-DF
mostra que as vias urbanas que tiveram o limite de velocidade reduzido
registraram uma significante queda no número de acidentes.


Em 2016, o Detran-DF
alterou o limite de velocidade da Avenida das Araucárias e da Avenida das
Castanheiras, em Águas Claras, e das vias LJ 01, LJ 02, Avenida Comercial e
Avenida Samdu, em Taguatinga. Um ano antes da redução foram registrados, nessas
vias, 313 acidentes de trânsito, já no ano posterior à mudança ocorreram 201,
ou seja, houve uma redução de 35,7% no número de acidentes com vítimas.


A diminuição significativa do número de mortes no trânsito é o
resultado da integração do trabalho da engenharia, da fiscalização e da educação
de trânsito. Nos últimos quatro anos, por
exemplo, o Detran-DF promoveu 2.156 ações educativas que atingiram um público
de 2.236.673 pessoas. Além disso, foram oferecidos diversos cursos à população,
formação de professores e capacitação de servidores. 


Lei Seca


De
acordo com a Pesquisa de Vigilância de fatores de risco e proteção para Doenças
Crônicas por inquérito telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde, em 2016,
7,3% da população adulta das capitais brasileiras declarou dirigir após o
consumo de bebida.


Segundo levantamento do
Detran-DF, no ano passado, das 257 vítimas mortas no trânsito do Distrito
Federal, 113 (44%) apresentaram resultado positivo para alguma substância
psicoativa. Das 75 vítimas que consumiram bebida alcoólica, 29 eram pedestres,
20 condutores, 14 motociclistas, seis ciclistas e seis passageiros. Das 68
vítimas que apresentaram consumo de drogas, 25 eram pedestres, 15
motociclistas, 11 condutores, dez passageiros e sete ciclistas.


No
Distrito Federal, de janeiro a setembro deste ano, foram autuados 16.564
condutores por dirigirem após a ingestão de bebida alcoólica, uma média diária
de 60 motoristas alcoolizados. Em 2017, houve recorde de autuações relativas à
Lei Seca. De acordo com um levantamento do Detran-DF, 24.938 condutores foram
autuados. Isso significa uma média de 68 motoristas flagrados alcoolizados por
dia nas vias do DF. O número é 50% maior que o registrado em 2016, quando foram
flagrados 16.571 condutores alcoolizados.


Neste
ano,
1.334
pessoas foram presas por apresentarem
concentração, igual ou superior, a 0,3 miligrama de álcool
por litro de ar alveolar.
Em média, quatro pessoas foram presas por
dia no DF dirigindo alcoolizadas. As prisões de condutores são resultado das
ações de fiscalização de trânsito e de segurança pública realizadas pelo
Detran-DF, DER-DF, PMDF, PCDF e CBMDF.


Infratores
contumazes


O Detran-DF lançou, em abril de 2017, a
Operação Pontos para a Vida (PPV) que tem o objetivo de identificar condutores
que tiveram o direito de dirigir suspenso ou cassado, mas continuam cometendo
infrações. A maioria dos reincidentes teve a CNH suspensa por dirigir após o
consumo de bebida alcoólica. Desde o início da Operação, foram autuados 634
motoristas, sendo que 596 estavam suspensos e 38 com o direito de dirigir
cassado. Esses condutores somam juntos 12.013 pontos relativos a infrações de
trânsito.


Pedestres e ciclistas


Considerando a análise
preliminar, de janeiro a julho deste ano, 66 pedestres morreram em acidentes de
trânsito, sendo que 28 (42,2%) haviam consumido álcool, drogas ou
simultaneamente ambas as substâncias. Em relação aos ciclistas, o levantamento
aponta 13 mortes em 2018, sendo que quatro (30%) deles tinham consumido drogas.
Em 2017, o Detran lançou o curso “Pedestre:
sua atitude, sua segurança”
. A iniciativa
pioneira visa levar ao pedestre informações sobre atitudes seguras no trânsito
combinando a teoria e a prática. Em relação ao ciclista, a ação principal é a
campanha “Ultrapasse. Não passe”, voltada para o respeito à distância do
veículo motorizado em relação à bicicleta.  


Mortes de motociclistas


De acordo com dados
do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, em
2016, 1/3 das vítimas mortas no trânsito do país eram motociclistas. No DF, em
2016, foram 99 motociclistas mortos, em 2017, o número caiu para 67 e neste
ano, de janeiro a setembro, foram registrados 45 motociclistas vítimas fatais.


Dentre as ações
voltadas para os motociclistas, o Detran tem oferecido cursos de mecânica e
condução defensiva, com aulas teóricas e práticas, que contribuem para a melhor
formação desses condutores. Além disso, em setembro de 2017, o Detran deu
início a instalação de bolsões destinados a motocicletas. O objetivo do Projeto
é oferecer mais segurança aos condutores e pedestres, pois as motos aguardam a
abertura dos semáforos posicionadas em local exclusivo, à frente dos outros
veículos e atrás das faixas de pedestres. Atualmente, há bolsões destinados a
motocicletas nas vias S1, N1, W3 Sul e W3 Norte.



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