Presidiários vão revitalizar praças em Ceilândia

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Presidiários vão revitalizar praças em Ceilândia
Uma parceria entre o Governo
do Distrito Federal
(GDF) e a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap),
o programa Mãos Dadas, tem ajudado na redução de gastos dos cofres públicos, na
ressocialização de detentos do sistema prisional e, ainda, tem mudado a cara
das cidades do DF entregando para a população espaços de uso comunitário
completamente renovados. Praças abandonadas nas regiões administrativas estão
sendo reformadas com a ajuda de presidiários.

Na próxima semana, será a vez
do espaço que fica na EQNO 4/6, no Setor O, em Ceilândia, que tem uma área de
lazer com parquinho infantil, quadra de esportes (que serve para jogos de
futebol e basquete) e um Ponto de Encontro Comunitário. A areia do parquinho,
no entanto, ainda está suja e os brinquedos estão enferrujados e quebrados.
Além disso, o alambrado da quadra de esportes está cheio de buracos. Por fim,
as traves e tabelas de basquete estão pichadas e estragadas e o lixo toma conta
da praça.

“Não há a menor condição de
levarmos as crianças para brincarem ali. A casinha do escorregador está sem
piso e os brinquedos estão muito enferrujados. Acho que a areia nunca foi
trocada, nem os cachorros vão mais ali”, reclama Fabiana Dionísio, 32 anos. Ela
mora nos fundos da praça e é mãe de três crianças, de 8, 4 e 3 anos. “Se o
parquinho estivesse em boas condições levaria meus filhos lá todo dia”, diz.

A reforma do local, a segunda
na gestão do governador Ibaneis Rocha, deve começar na segunda-feira (18/02),
assim que as chuvas na região derem trégua. O trabalho será possível graças à
parceria com a Administração Regional que conseguiu os materiais, como areia e
tinta, alguns doados por empresários da construção da cidade, outros da própria
administração.

Os
detentos entram com a mão de obra – serão 35 presidiários – e são beneficiados
para a progressão do regime. Cada três dias trabalhados equivalem à remissão de
um dia na pena. A Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) tem dez
praças mapeadas para serem recuperadas pelos detentos. O trabalho depende da
Administração Regional conseguir reunir o material. São Sebastião e
Candangolândia serão as próximas cidades a terem praças recuperadas.

Economia
No mês passado, uma praça na
quadra 523 em Samambaia também foi recuperada com a ajuda de detentos. Pelas
contas da administração, o investimento para revitalizar a praça – com 2.800 m2
– seria em torno de R$ 45 mil. Com a mão de obra dos presidiários e a
contribuição de empresários da construção o valor ficou em R$ 7 mil. Uma
economia de 85%.


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A comunidade agradece a
melhoria dos espaços públicos. Vice-diretora da Escola Classe 16, vizinha à
praça que será reformada, Iranete Alves conta que, com o abandono do espaço, o
local virou ponto de tráfico e de uso de drogas. “A comunidade não usa e a
praça é utilizada por pessoas mal-encaradas para vender e usar drogas”, diz.
Além disso, ela conta que funcionários da escola já socorreram duas crianças
que se acidentaram no parquinho abandonado. “Elas estavam esperando o começo da
aula e se machucaram por causa da falta de manutenção”, completa.

Agência Brasília

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