UPA de Ceilândia atende pacientes em saguão de espera um mês após adotar modelo do Hospital de Base

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UPA de Ceilândia atende pacientes em saguão de espera um mês após adotar modelo do Hospital de Base


Mesmo com a mudança de gestão
após a sanção da lei que que expande o modelo do
Instituto Hospital de Base (IHBDF) para Upas e o hospital de Santa Maria
,
as reclamações sobre o atendimento continuam. A matéria é do site G1-DF.

Na UPA de Ceilândia, onde a novidade chegou há cerca de um mês,
pacientes são atendidos em saguão de espera e nos corredores. Na noite desta
terça-feira (12), 38 foram acomodados no local, outros dez estavam na sala
“vermelha” e mais dez, na sala de medicação.

A gerente, Vilma Lobo, admitiu que a unidade não tinha condições de
atender a todas as demandas. “Aqui é a única porta de clínica médica da
Ceilândia
. A referência é aqui, então, todos vêm pra cá, sejam graves ou não
graves.”
Em
entrevista à TV Globo nesta quarta-feira (13), o secretário de Saúde Osney
Okumoto reconheceu que a Upa de Ceilândia tem uma “infraestrutura muito ruim” e
precisa de um investimento de R$ 380 mil para melhorar o padrão de atendimento.

Além
disso, o secretário destacou que a pasta já investiu R$ 100 milhões na compra
de medicamentos e está em processo de aquisição de mobiliário no valor de R$ 30
milhões para todas as unidades geridas pelo instituto.


Questionado
sobre a quantidade de médicos na unidade, o titular da pasta disse que
levantamento do Instituto revelou que o número de servidores seria suficiente,
mas que os casos de afastamento por licença médica demandam que a secretaria
tenha uma equipe disponível para repor essas ausências.


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Problemas antigos

A neta da
aposentada Lucila Nazareh desmaiou três vezes enquanto trabalhava, mesmo assim,
não conseguiu atendimento de urgência quando chegou. “Ela não tá falando,
mas dizendo eles ali que os sinais vitais estão bons. Aí pegou ficha amarela,
amarela não é atendida hoje.”

A gerente da UPA disse que
todos os pacientes passaram pelo que chama de “classificação de
risco”, para verificar o grau de emergência. “A UPA tem um perfil de
pronto-socorro. Então, precisa ser seletivo para saber o que é mais grave e prioritário.”

“Hoje, a nossa
prioridade é de pacientes que estão laranjado e vermelho, que chegam por
demanda espontânea, só que os transportados não param de chegar: Samu e
Bombeiro o tempo todo. Esses acabam sendo atendidos porque são levados para a
sala vermelha.”

Dentro da unidade, um
hall de espera passou a funcionar como sala de atendimento – dos mais variados.
Enfermeiros aplicavam medicamentos intravenosos e atendiam pacientes deitados
em macas ao longo das paredes.

Apesar da situação flagrante,
os gestores da unidade afirmam que houve uma melhora nas condições de
funcionamento da UPA, com novas lâmpadas, cadeiras, bebedor, colchões e
equipamentos de trabalho.

“A situação da UPA
estava bem degastada. Muito tempo sem manutenção em todos os sistemas: hidráulico,
elétrico, no ar condicionado, o piso estava bem degastado”, disse o
gerente de manutenção do Instituto Hospital de Base, Thiago Teixeira Gomes.

“Então, nós
fizemos o diagnóstico inicial, estamos planejando as execuções e levantando o
custo que vai ser, que vai ter cada unidade, todas as UPAs e o Hospital Santa
Maria.”

Fonte: G1-DF

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