Câmara Legislativa debate restrição a atividades não essenciais em Ceilândia

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Imagem reprodução web

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A restrição de atividades não essenciais imposta pelo GDF à Ceilândia, Estrutural, Sol Nascente e Pôr do Sol, em meio à reabertura do comércio na maior parte do Distrito Federal, foi tema de debate no plenário virtual da Câmara Legislativa, durante a sessão online desta terça-feira (9). Os deputados distritais também abordaram outros problemas causados pela pandemia provocada pelo novo coronavírus.

A deputada Arlete Sampaio (PT) avaliou como “correta” a decisão do governo sobre as localidades, que apresentam um grande número de infectados. Contudo, considerou “incongruente” a permissão para que as cooperativas de materiais recicláveis voltem a atuar. “Muitas delas estão na região da Estrutural”, alertou. Para ela, os catadores não devem voltar, por enquanto. A distrital pediu ao GDF que forneça equipamento de proteção aos trabalhadores. “Do mesmo modo, os conselheiros tutelares que estão voltando à ativa, carecem dos mesmos artefatos para exercerem suas funções”, completou. O retorno dos Conselhos Tutelares “de forma correta” foi tratado ainda pelo seu colega Fábio Felix (PSOL).

O deputado Delmasso, por sua vez, destacou que a deliberação do governo levou em conta o não cumprimento de medidas de isolamento. Paralelamente, chamou a atenção para o aumento do número de desempregados no DF, em meio à pandemia. Já o deputado Chico Vigilante (PT) elogiou a Administração Regional e a Regional de Saúde da Ceilândia. Para ele, o fechamento é um ato de responsabilidade e o momento, de compromisso com as vidas: “Não adianta salvar a economia se tem gente morrendo”.

Locomoção – O deputado Jorge Vianna (Podemos) declarou preocupação com a situação da Ceilândia. “Se não nos unirmos mais pessoas vão morrer”, afirmou. Enquanto Júlia Lucy (Novo) considerou que a restrição “não é uma medida que resolva o problema”. A deputada criticou o fechamento de localidades quando, ao mesmo tempo, igrejas estão sendo reabertas. Também destacou que parte da população do DF passa fome. Segundo contou, a partir de informações do BRB, “pouquíssimas pessoas conseguiram acessar os R$ 408 distribuídos pelo GDF”. Lucy pediu cuidado com as mães que precisam voltar à ativa e não estão contando com as creches públicas, ainda fechadas.

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Na opinião de Leandro Grass (Rede), “decretar isolamento seletivo é desconhecer como as pessoas vivem e se locomovem”, devido à facilidade de transitar entre as localidades no Distrito Federal. O deputado Delegado Fernando Fernandes (PROS) parabenizou o administrador regional da Ceilândia pelas medidas adotadas e prescreveu uma maior fiscalização. “Se atravessar a rua, um morador vai a Taguatinga, onde não há restrição, e se aglomera do mesmo jeito”, advertiu. Disse também ser necessário debater a situação das mães trabalhadoras.

O deputado Professor Reginaldo Veras (PDT) contou sobre visita que fez à Ceilândia e disse ter ficado apreensivo. “Tomei uma decisão particular de tentar uma ação educativa, envolvendo grupos organizados da cidade. Acho que não há outra alternativa”, relatou. O parlamentar esteve no hospital regional da localidade e descreveu que os equipamentos de proteção individual estão no limite, embora não faltem. Solicitou ainda às empresas de ônibus que cumpram a lei aprovada pela CLDF que concede gratuidade no transporte público a todos os profissionais de saúde, não apenas médicos e enfermeiros.

*Com informações da CLDF

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