Como anda meu ônibus: usuários avaliam o transporte público coletivo

“Como anda meu ônibus”: usuários avaliam o transporte público coletivo
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Tempo de espera, lotação e insegurança estão entre as principais reclamações dos usuários de transporte público rodoviário do DF. Durante os três primeiros meses do projeto “Como anda meu ônibus”, mais de duas mil pessoas responderam à pesquisa para avaliar os ônibus da capital. Dessas, 1,7 mil complementaram as respostas com críticas, elogios e sugestões para melhoria do serviço. Os usuários também demonstraram insatisfação com o preço da passagem (70%). Documento foi apresentado nesta quinta-feira, 21 de novembro, na sede do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT).

Dos respondentes, 52% são mulheres, entre 21 e 30 anos, com Ensino Médio completo ou Ensino Superior incompleto; 60% ganha até três salários-mínimos; 63% não utiliza gratuidade; 70% depende do ônibus para se locomover. Metade dos usuários leva de uma a duas horas para chegar ao destino. Cerca de 68% avaliou como ruim ou péssima a segurança do trajeto até parada de ônibus e 60% dentro dos ônibus.

Também teve elogios. O atendimento dos motoristas e cobradores, bem como o sistema de integração foram elogiados pelos usuários. Esse último apontado como uma boa melhoria para a qualidade de vida das pessoas. O documento tem 75 páginas e traça o perfil dos usuários e de uso do transporte público coletivo. O questionário é dividido em cinco partes: tempo de viagem, segurança, estrutura e qualidade do serviço, atendimento e Sistema de Bilhetagem Automática (SBA). Clique aqui para preenchê-lo.

A procuradora-geral de Justiça do DF e Territórios, Fabiana Barreto, destacou a função do Ministério Público de atuar pela garantia dos direitos dos cidadãos, entre eles, o acesso ao transporte público, com qualidade e segurança. “A iniciativa é inédita e decorre do olhar atento às questões que afetam diretamente os cidadãos, em especial, os de baixa renda. Esforço empreendido pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e pela Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão, em parceria com o Instituto de Fiscalização e Controle”, completou.

A promotora de Justiça Lenna Daher, coordenadora do projeto, explicou que o primeiro relatório representa duas mil vozes avaliando os ônibus do DF: “O documento revela, com profundidade, o problema do transporte público rodoviário do DF na visão do usuário. Algo que nunca foi feito. Agora, a Secretaria de Mobilidade e Transporte (Semob) tem esse instrumento para balizar as ações que devem ser adotadas para a melhoria do serviço”, completou a promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social. O procurador distrital dos Diretos do Cidadão, Eduardo Sabo, reforçou a importância da interface com a Secretaria de Mobilidade e Transporte (Semob), que recebeu o relatório hoje, para modernizar o serviço da Capital.

Para a coordenadora executiva do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), Marjorie Lynn, o relatório joga uma lupa nos problemas mais críticos. “Recebemos daqueles que utilizam o serviço soluções muito boas, de baixo custo, para a melhoria do transporte público. Entre elas, a criação de um aplicativo para abastecer o cartão e controlar os gastos”, completou.

Projeto

De agosto a outubro de 2019, integrantes do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e do Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), com o apoio de voluntários, fizeram oito blitzen para divulgar o projeto de auditoria cívica na Rodoviária do Plano Piloto, Recanto das Emas, Ceilândia, Samambaia, Santa Maria, Taguatinga, W3 Sul e Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro.

A iniciativa é a primeira auditoria cívica do transporte público rodoviário do DF. Durante um ano, o cidadão poderá avaliar os ônibus da cidade. Para isso, basta preencher o questionário disponível nos endereços eletrônicos: www.mpdft.mp.br/site/meuonibus/ e www.ifc.org.br/meu-onibus. Cada pessoa pode preencher quantas vezes quiser. Não é preciso se identificar.

Confira aqui o documento da íntegra.

*Com informações do MPDFT

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