Conheça o programa Criança Feliz Brasiliense

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Para estudiosos do comportamento infantil, as crianças nascem iguais. O que as torna diferentes umas das outras são os estímulos que elas recebem nos primeiros seis anos de vida. Mas a questão é: como estimular os pais a devotarem uma pequena parte do seu exíguo tempo para praticar essa atividade pedagógica com os pequenos?

É essa a tarefa dos 60 visitadores do Programa Criança Feliz Brasiliense, vinculado à Casa Civil do Governo do Distrito Federal e que tem como madrinha a primeira-dama, Mayara Noronha. “Investir na primeira infância é fundamental para o futuro da criança”, resume ela.

Além da Casa Civil, o Criança Feliz Brasiliense conta com apoio das secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), Saúde (SES), Educação (SEE), Justiça e Cidadania (Sejus), da Mulher (SM) e de Esporte e Lazer (SEL).

Começa em casa

Esses incentivos às crianças podem ser dados de várias maneiras e, melhor, dentro da própria casa, sem nenhuma sofisticação, o que significa custo zero no orçamento familiar. Basta o canto diário de uma música, o batuque da colher na mesa para chamar a atenção, a leitura de um livro ou até mesmo a pronúncia pausada de um objeto até então desconhecido para o pequeno receptor da mensagem.

Eis aí um exercício que ajuda não só a compor a memória desse pequeno indivíduo, como também prevenir uma série de problemas, como o estresse tóxico crônico, contraído dentro do próprio lar. A doença pode provocar uma atrofia cerebral, que faz com que a criança não desenvolva seu intelecto na sua totalidade. E isso vai se refletir na vida adulta.

Os visitadores

As 60 pessoas escolhidas para reforçar os vínculos familiares por meio do Criança Feliz Brasiliense estão na fase final da preparação. Depois de passar por uma seleção, os visitadores são capacitados por instrutores do Ministério da Cidadania durante uma jornada de curso com duração de 80 horas e dividida em dois módulos.

No primeiro módulo, eles têm contato com o programa e seus objetivos. Conhecem a estrutura e trabalham os temas voltados para a primeira infância. Além disso, recebem treinamento de como abordar as famílias. Dentro ainda da primeira etapa, eles são divididos em cargos e funções: supervisor e visitador.

Já no segundo módulo, são apresentados aos visitadores/supervisores os cuidados que devem ter para ajudar no desenvolvimento das crianças. É a chamada parte prática. Além disso, os capacitadores do Ministério da Cidadania demonstram, na prática, as situações com que eles se depararão nas residências que visitarão.

Acompanhamento

Cada supervisor será responsável por acompanhar o trabalho de 13 visitadores. Ao todo, são 60 que sairão preparados. Mas somente 52 serão empregados nessa primeira etapa do programa. Oito ficarão disponíveis para a próxima edição. Eles foram escolhidos no Centro de Juventude, que é ligado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

Todos já cursaram, pelo menos, o nível médio. Ao longo do trabalho, os visitadores recebem uma bolsa de R$ 1,1 mil e mais R$ 170 de ajuda de custo. Já os supervisores, cujo nível exigido é o superior, recebem R$ 3 mil mensais.

Apesar da remuneração, o grupo tem outra motivação para participar do Criança Feliz Brasiliense. É o que afirma o supervisor Vítor Vasconcelos, de 26 anos, morador de Águas Claras. “Eu sempre gostei de pessoas”, conta. “Acredito que é uma troca. Eu senti a necessidade de fazer algo maior, de olhar para o outro, sair da nossa zona de conforto. Isso dá sentido à vida. A capacitação é a base. A equipe que nos capacita é muito humana”.

Outros atendimentos

Além de levar mecanismos e dinâmica para melhorar o vínculo entre pais e crianças, os visitadores também estarão atentos às condições de vulnerabilidades dos pequenos. Eles serão encarregados de checar se estão estudando, sendo assistidos pela saúde pública.

As primeiras regiões administrativas a receberem a visita dos monitores serão Samambaia, Estrutural, Ceilândia, Taguatinga, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II e Santa Maria. As demais regiões iniciarão o projeto em janeiro. Ao todo, os visitadores terão a tarefa de levar a dinâmica para atender 3,2 mil famílias até o fim de 2020.

“Quando a gente trabalha com o programa, acaba reduzindo essas desigualdades entre uma criança e outra”, afirma uma das coordenadoras do programa Criança Feliz Brasiliense, Fernanda Monteiro. “Muitas vezes, a mãe não sabe a importância do brincar com o filho, de ler um livro, cantar… Isso cria memórias, é um vínculo com a família. Nessa fase da vida, de zero a 6 anos, a criança tem uma plasticidade cerebral muito grande, que permite que ela absorva os estímulos que lhe são apresentados e ajuda a desenvolver o seu potencial.”

Como participar

Para agendar uma visita, basta procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da sua cidade e pedir para ser encaminhado ao programa. Terão prioridade gestantes inseridas no Cadastro Único; famílias que têm na sua composição crianças de zero a 3 anos também inseridas no Cadastro Único; e famílias com crianças de três a seis anos e beneficiárias do Programa do Benefício de Prestação continuada (BPC).

Agência Brasília

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