Cooperativa mobiliza alunos do CEF 14 de Ceilândia

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É possível emergir uma cooperativa de dentro de uma sala de aula? Para a comunidade escolar do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 14 de Ceilândia, sim. Desde 2001, a COOP 14 tem atraído os estudantes pela proposta inovadora e, em 2005, a iniciativa ficou em primeiro lugar no Prêmio ao Professor do Distrito Federal.

A matéria-prima utilizada pelos estudantes é a banana em casca, que após passar por um processo de desidratação, torna-se banana-passa e chips. Para tanto, os alunos utilizam um aparelho para secar a fruta ao ser exposta ao sol, mas sem que o alimento perca sua essência nutricional.

Para o professor Antônio Jucá, responsável pelo projeto, a proposta de um empreendedorismo ético-ecológico favorece a relação dos alunos com a escola e o processo ensino-aprendizagem. “Esse é um projeto cujas lições os estudantes levarão para a vida. Alguns são beneficiados financeiramente e podem ajudar, inclusive, suas famílias. Como educador, constatamos quão grande é a desigualdade social em nosso país”, destaca.

O aparelho utilizado foi elaborado pelo engenheiro agrônomo Lojos Kokay e adaptado com recursos materiais disponíveis na escola, como uma calha. A cooperativa permite que os estudantes vivenciem todos os estágios da produção até a comercialização do produto. Distribuídos em subgrupos, eles são responsáveis pela produção, empacotamento, rotulação e limpeza. Após as vendas, o lucro líquido é repartido entre os alunos.

A baixa umidade do ar característica do Distrito Federal colabora com o trabalho. “O clima que temos aqui favorece a desidratação da banana, mas sem perder a maciez o que resulta em um produto mais doce e macio”, relata Jucá.

De acordo com o supervisor pedagógico Euclides Moreira, a importância da cooperativa não se restringe a gerar renda. “O projeto tem um viés pedagógico que utiliza a interdisciplinaridade entre a Matemática, aliada à Língua Portuguesa, à Ciência, noções de contabilidade e do mundo do trabalho”, destaca Euclides.

Para Lorena Lima, estudante do 6º ano, o projeto facilita o aprendizado. Os estudantes selecionados pelo serviço de orientação educacional possuem acentuado déficit de aprendizagem e estão em situação de vulnerabilidade social. O Secador Solar é realizado no contraturno, duas vezes por semana.

Com informações da SEDF

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