Egresso de projeto social vira empresário em Ceilândia

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“Uma vez Vira Vida, para sempre Vira Vida!” A frase ecoou pelo Sesi São João XXIII, no Gama, repetida em coro por 28 egressos, professores e equipe que trabalha do projeto.

Eles participaram, no sábado (24), do quarto encontro de ex-alunos do Vira Vida no Distrito Federal. Durante toda a manhã, puderam rever amigos e falar das experiências após a saída do projeto, que resgata jovens em situação de risco e de extrema vulnerabilidade social. O trabalho é feito por meio de educação básica e profissional, cultura, esporte, lazer, elevação da autoestima e fortalecimento de vínculos. O principal objetivo é a inserção socioprodutiva desses jovens cidadãos, após uma trajetória transformadora que leva 16 meses.

Bruno*, de 21 anos, fez parte da turma número 10 e entrou no projeto aos 18 anos. Enquanto estava no Vira Vida, iniciou dois cursos de graduação — em Administração e em Recursos Humanos —, ambos já concluídos. Tornou-se empresário, proprietário de uma ótica e de um laboratório óptico em Ceilândia. Orgulhoso, ofertou dois óculos de sol para ser brindes em um bingo nas atividades de sábado. “O Vira Vida me ensinou que é preciso ter foco para realizar sonhos, que é preciso mudar comportamentos e atitudes para não deixar as oportunidades da vida passarem”, afirmou.

Para a coordenadora do Vira Vida no DF, Cida Lima, rever egressos e ouvir as histórias de mudança de vida é a maior recompensa que ela recebe. “O Vira Vida é um projeto de acolhimento, mas que tem, ao final, o objetivo da dar a esses jovens perspectiva de futuro, abrindo portas com educação, qualificação profissional e a sensação real de que são capazes e de que podem crescer.”

Levando em conta a condição emocional e psicológica dos alunos do Vira Vida, o ambiente de convívio — o Sesi São João XXIII é exclusivamente dedicado às atividades do projeto. E a equipe técnica do Serviço Social da Indústria (Sesi) acaba tornando-se para eles uma segunda família. Em alguns casos, a única.

A união entre os que trabalham com o Vira Vida e os jovens que passaram pelo programa ficou evidente quando todos se abraçaram em uma grande roda para ouvir os desafios uns dos outros. Os funcionários da unidade foram convidados pelos ex-alunos a participar daquele momento. Ali estavam, de mãos dadas, alunos, professores, equipes psicopedagógica e administrativa, o segurança e o profissional de limpeza escalados para trabalhar naquele dia no Sesi São João XXIII.

A fala de Débora*, de 22 anos, é exemplo do trabalho de melhoria da autoestima e do apoio psicológico que os jovens recebem. “O Vira Vida foi a oportunidade que ninguém me deu. Hoje eu mostro para as pessoas que eu sou alguém. Estudo, tenho meu emprego e sou respeitada por onde passo”, afirmou, emocionada, a egressa da nona turma.

O Vira Vida
Em novembro, o projeto completará dez anos no Distrito Federal. Já formou 670 alunos de 15 a 21 anos. O próximo ciclo terá início em setembro, com a 13ª turma. A previsão é de cem alunos.

O programa foi criado em 2008 pelo Conselho Nacional do Sesi e é desenvolvido no Distrito Federal desde 2009 pelo departamento regional.

O trabalho é feito ao lado de outras instituições do Sistema S – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) – e do governo local, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e da Defensoria Pública do DF. O projeto recebe recursos públicos destinados por meio de emenda parlamentar do deputado distrital Delmasso (PRB) desde 2016.

Ao final de cada turma, os concluintes são encaminhados para estágios e empregos. O projeto continua acompanhando os jovens durante os primeiros seis meses após o ingresso no mercado. O monitoramento é feito por meio de visitas ao ex-aluno e do contato periódico com o supervisor dele no local de trabalho. ( Assessoria de Comunicação do Sistema Fibra)

*Nomes fictícios, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

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