Emoção marca encontro entre Samu e família de paciente salvo por equipe

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

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Narcísio de Jesus teve AVC e foi socorrido pelos profissionais de Ceilândia

Há seis meses, o empresário Narcísio de Jesus, de 54 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou no limite entre a vida e a morte. As chances de sobreviver eram pequenas. Apenas 20%, segundo os médicos. Com poucas esperanças, sua família agarrou-se a fé para superar aquele momento difícil. Deu certo. Não era a hora do empresário.

Sem o atendimento pré-hospitalar feito antes da neurocirurgia que passou no Hospital de Base, é possível que Narcísio não estivesse vivo hoje. Para agradecer, ele e sua família decidiram se encontrar com a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) que prestou os primeiros socorros. A emoção marcou o momento, coroado com o presente de um girassol dado pela família à equipe de Ceilândia, responsável pelo atendimento.

Para quem tinha poucas chances de sobreviver, Narcísio mostrou-se um verdadeiro vencedor. Depois de 34 dias internado, mais o tempo até recuperar parte dos movimentos, ele esforçou-se brevemente para dizer à equipe o que sentia. “Só tenho a agradecer. Não lembro de muita coisa, só de ter saído de casa e saído do hospital. Um mês e pouco de internação e muita coisa aconteceu. Mas estou bem, graças a vocês”, agradece.

Miriam Jesus, uma de suas irmãs, não poupou elogios à equipe do Samu. “Foi um atendimento muito rápido e fundamental para ele poder fazer a cirurgia. Quero parabenizar o trabalho do Samu e de toda a equipe, que salvam muitas vidas. Chegaram na hora e nos acalentaram em um momento de muita dor”, elogia.

“A equipe o acompanhou até o momento de fazer a cirurgia. O Samu foi a chance que ele teve para estar aqui hoje. Temos que valorizar muito esse serviço. Nunca tínhamos precisado deles. Mas quando precisamos, eles estavam lá”, reforça Mirizete de Jesus, também irmã do paciente.

Já Maristela de Jesus, que estava com o irmão quando ele começou a passar mal, conta que mesmo depois de ser levado para o Hospital de Base, o Samu ajudou a amenizar a aflição da família.

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“A médica da equipe falou para gente acreditar em Deus. Eles não desistiram dele, mesmo em uma situação tão grave. Felizmente, tinham médicos especializados no Base, tomógrafo e o atendimento foi excelente. O Samu chegou na hora certa e o levou para o lugar certo. Foi providencial”, acredita.

A médica Nágylla emocionada ao rever o paciente – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Recuperação e alegria

A médica da equipe em questão é Nágylla De La Rocha, uma das profissionais que recebeu a família na unidade em Ceilândia para o encontro. Ela lembra das exatas palavras que disse à família quando soube que as chances de Narcísio sobreviver eram baixas. “Dissemos a eles que para os médicos seria impossível, mas para Deus não seria”, recorda.

Depois desse momento, não tiveram mais contato com o paciente e sua família. Até que o destino mudou a situação. “Pensei que tínhamos perdido ele. Há dois meses, encontrei com uma das irmãs dele no hospital, que é técnica de enfermagem, e ela disse que ele estava vivo, bem e se recuperando. Foi então que comecei a chorar de alegria no meio da UTI”, diz a médica, emocionada.

As irmãs também mandaram vídeos do Narcício após o AVC, que emocionaram os profissionais do Samu. Para quem o atendeu antes da cirurgia e presenciou sua situação, poder vê-lo em recuperação trouxe um sentimento de alegria genuína à equipe.

“E quando temos a oportunidade de reencontrar pessoalmente esses pacientes, não tem preço. É o verdadeiro amor que Deus nos manda para termos forças para continuar”, comenta Nágylla De La Rocha.

Lembranças de um salvamento

Durante o atendimento, a enfermeira da equipe, Simone Rabelo, lembra das dificuldades que a equipe enfrentou para manter o paciente estabilizado, até ser levado ao Hospital de Base. Uma das principais foi a pouca sedação, uma vez que os profissionais estavam finalizando outra ocorrência e não tinham retornado à base para reposição de material.

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“Com a pressão muito alta, vimos a necessidade de fazer intubação, mas ele estava com a mandíbula travada e não conseguia relaxar. A medicação disponível não era mais suficiente. Deu um desespero”, conta a enfermeira. “Foi quando a Nágylla disse: tenha calma, tenha fé. Foi quando o paciente relaxou, conseguimos passar o tubo para estabilizá-lo, tudo isso enquanto estávamos a caminho do Base”, ressalta.

Mas nem mesmo o clima deu trégua durante o serviço. Como era fevereiro, tinha chovido momentos antes do atendimento, deixando as pistas escorregadias. Isso exigiu um empenho e precisão maior do condutor da ambulância, Maurício Benjamin. Ainda assim, em apenas 13 minutos conseguiu chegar ao Hospital de Base, saindo do Pistão Sul, em Taguatinga.

“Vamos no limite da prudência, e tendo que ter a resposta mais rápida possível”, comenta Maurício. “Como tínhamos que chegar rápido, devido à situação grave do paciente, não tinha outra escolha a não ser seguir em frente. Mas quando chegamos lá, estava tudo preparado para recebê-lo. E vê-lo aqui agora é uma recompensa. Dá combustível para a gente continuar”, reforça o condutor.

Por Agência Saúde DF

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