Fábrica Social muda a vida de alunos durante a pandemia

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Os 150 alunos de confecção e costura da Fábrica Social, ligada à Secretaria de Educação, tornaram-se empreendedores com fabricação e venda de máscaras. Os cursos oferecidos na escola profissionalizante são vetores de transformação de vida, fonte de renda e capacitação. Mesmo em meio à pandemia da Covid-19, a alta demanda de equipamentos de proteção facial aquece toda cadeia da indústria têxtil, desde as costureiras até as fábricas de tecidos.

Os estudantes do curso de corte e costura, Fernanda Lopes e Ismael da Rocha, são referências, exemplos de como a profissionalização pode mudar a realidade e aumentar a renda familiar. Ambos estão confeccionando máscaras no contra-turno da Fábrica. Com obrigatoriedade do uso da proteção, a produção criou novas oportunidades no meio da crise.

Histórias

Fernanda Lopes é mãe de quatro filhas e chefe da família, já que o marido ficou desempregado com a pandemia. “Antes eu não tinha profissão nem perspectiva de vida”, afirmou a estudante de corte e costura. Contudo, a realidade da Fernanda se transformou. Com um investimento de R$ 1.700,00 – parte veio do Auxílio Emergencial e o restante com o dinheiro da produção de máscaras na escola que paga R$ 0,50 por peça, comprou uma máquina de costura. “Preferi comprar para produzir e conseguir sustentar minha família. A costura está mudando a minha vida e vai mudar ainda mais, é possível”, afirmou Fernanda.

Ismael da Rocha, ex-entregador de bebida, contou que costura em média 40 máscaras depois do trabalho na Fábrica. “Eu não tenho máquina, pego emprestada com outras colegas e vou costurando. Todo o dinheiro que eu ganho é para comprar mais tecido, fazer mercado e comprar minha máquina”, relata Ismael. Ele acrescentou ainda que não tem palavras para agradecer o quanto essa escola mudou a vida dele.

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Segundo a gerente de Instrutoria, Suzete Cunha, o maior desafio da Fábrica Social é capacitar todos os alunos. “A dificuldade no dia a dia de cada um é uma grande barreira devido às situações de vulnerabilidade socioeconômicas”, explicou. A escola abre possibilidades para a transformação dos cidadãos em situação de vulnerabilidade e preza pela excelência do ensino.

O gerente de Empreendimentos Econômicos, Eudes Santos, diz que encaminha as pessoas para o mercado de trabalho, porém nem todos são absorvidos. “Nós orientamos, oferecemos palestras com parceiros de empresas e órgãos do governo. O curso de capacitação é bem completo. Capacitamos e prestamos a consultaria.” O papel principal é incentivar o empreendedorismo.

Cursos

A Fábrica Social, programa da Subsecretaria de Integração de Ações Sociais, que faz parte da estrutura da Secretaria de Educação desde janeiro de 2020, é uma escola profissionalizante voltada para profissionais em confecção e costura, marcenaria, construção civil, jardinagem e placas fotovoltaicas. Os alunos devem atender requisitos estabelecidos, como pertencerem ao cadastro único. Os alunos matriculados têm, em média, uma renda familiar de R$ 178 por pessoa e o governo subsidia com uma bolsa auxílio de alimentação de transporte.

*Com informações da Agência Brasília

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