Grupo religioso é acusado de usar fiéis em trabalho escravo em Ceilândia

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A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia divulgou nesta quinta-feira (19) o resgate de 78 pessoas submetidas a trabalhos forçados por uma organização religiosa na região administrativa de Ceilândia.

O grupo resgatado, que incluía três crianças, morava em cinco imóveis ligados à entidade, dois próprios e três alugados, com a promessa de que iriam para “casas de recuperação”, mas acabavam trabalhando em uma fábrica que produzia sacos de lixos. Segundo o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), boa parte do grupo era formado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas.

“Após inspecionar alojamentos e a fábrica dos sacos de lixo, colher depoimentos de trabalhadores e do empregador – o dirigente da igreja e das “casas de recuperação” – a equipe de fiscalização constatou que todos os trabalhadores foram submetidos a trabalho forçado, uma vez que eram arregimentados e mantidos na organização religiosa sob engano, diz a nota.

Durante a operação, que foi encerrada na terça-feira (17), foi constatada que as pessoas que entravam para a entidade ficavam em um alojamento e dormiam em colchões no chão, coabitando o local com pessoas de outras famílias, com banheiros sem porta, separados por cortinas de plástico. O alojamento servia como uma triagem para novos seguidores e também como local de punição. “Nos relatos dos resgatados, há espancamentos e prática de assédio moral organizacional, caracterizado pela imposição violenta de normas de conduta”, diz nota do ministério.

Os trabalhadores resgatados foram cadastrados para emissão de três parcelas de seguro-desemprego, cada uma no valor de um salário-mínimo, e vão contar com ajuda do Ministério Público do Trabalho (MPT) para regularização da carteira de trabalho. As máquinas utilizadas na fabricação dos sacos de lixo foram interditadas por risco à segurança e saúde dos trabalhadores.

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*Agência Brasil

1 Comment

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    WLLISSEIA DA SILVA BRITO , 21 de março de 2020 @ 15:31

    Como é o nome dessa organização religiosa que a reportagem comenta?

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