Interdição de colégio na Ceilândia é tema de audiência pública

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou audiência pública sobre a interdição do Centro de Ensino Médio (CEM) n° 10 de Ceilândia, na manhã desta quinta-feira (15). O evento no plenário da Casa foi proposto pelo deputado Chico Vigilante (PT) e contou com a presença de alunos e professores do colégio.

Em 2016 o CEM n° 10 foi desativado por falhas estruturais e os alunos foram realocados para QES-AE 01, Setor Industrial de Ceilândia, a 10 km de distância da escola original. De acordo com os presentes à audiência, a escola não é adequada para o ensino médio.

Em seu pronunciamento, Chico Vigilante falou sobre a importância da construção de uma nova escola. “Nós chegamos à conclusão de que aquela escola não tem remendo, não adianta dizer que vai fazer uma adaptação porque as fundações estão danificadas”, afirmou o parlamentar.

O deputado, Prof. Reginaldo Veras (PDT), falou sobre a luta da construção de uma nova escola que já dura há 4 anos e sobre a prioridade do projeto na lei orçamentária anual. “Há 4 anos estamos nessa luta, já recebemos promessas anteriores que a obra ia sair, fizemos o que era possível e impossível. Colocamos na lei orçamentária anual como uma prioridade a reconstrução do CEM 10. Na conversa que tive com o governador apontei como uma das prioridades a reconstrução do CEM 10, a perda pedagógica tem sido gigantesca. O que nós já gastamos com transporte já daria para fazer 2 escolas”.

A professora Juliana de Freitas, que dá aula há 8 anos no CEM, contou sobre as dificuldades no CEM. “Foi uma conquista da comunidade do PSul. Em 1994, a escola foi inaugurada já com problemas estruturais, porque ficou exposta a ação do tempo. Tínhamos em média 1500 alunos em todos os turnos, era completo, hoje caiu para 900. Tínhamos uma estrutura adequada para o atendimento do ensino médio”.  A professora explica que o governo diz que “construir uma nova escola custaria R$ 5 milhões e duraria 1 ano”.

Aluno do CEM 10, Rafael Oliveira contou sobre a precariedade do espaço atual. “Primeiro ano no colégio provisório, apesar dos professores serem excelentes, a falta de um lugar de qualidade realmente faz bastante falta. Precisamos de mais estrutura, para apresentar trabalhos, receber palestras. A gente não tem auditório. Todos nós temos a vontade de ter a escola reformada, não iria beneficiar só a gente, mas também a comunidade”, explica o estudante.

Representante dos alunos no conselho escolar, Maisa também compartilhou sua experiência na escola: “entrei no CEMA n° 10 em 2017 e de lá pra cá, vi alunos desistindo por ter que pegar ônibus, vi projetos serem cancelados. Nossa biblioteca é sempre cheia de alunos interessados, mas não tem como ler, porque ela é muito pequena e fica sempre cheia. O CEM n° 10 foi referência de ensino durante anos, mas hoje não tem nem computadores”, lamenta a estudante.

Parcerias – Segundo o Secretário da Educação, Rafael Parente, já existe uma busca de parceria para construção da nova escola. “Para construção dessas escolas precisamos de duas coisas, projetos prontos e orçamentos. Estamos buscando parceira com UnB, IESB Uniceub, contratando engenheiros e arquitetos temporários, atuando em parceiras com administrações regionais”.

Com informações da CLDF

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