Jovens socioeducandos terão Espaço de Leitura em Ceilândia

A nova biblioteca divide espaço com instalações mais amplas da unidade de atendimento socioeducativo | Foto: Sejus/Divulgação

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Gerência de Atendimento em Meio Aberto de Ceilândia inaugura sede mais ampla e ganha biblioteca com 1,4 mil volumes

Agência Brasília

Após uma campanha de doação de livros promovida pelos servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), foi inaugurado o Espaço de Leitura, na Gerência de Atendimento em Meio Aberto de Ceilândia II. O local atende 126 socioeducandos moradores do Sol Nascente/Pôr-do-Sol e Ceilândia Sul, que cumprem medidas de liberdade assistida e prestação de serviços à comunidade.

No total, o acervo é composto por 1,4 mil obras que, arrecadadas entre 20 e 29 de outubro, na ação Juntos pela Leitura, agora podem contribuir para o processo de ressocialização desses jovens. “Essa campanha é a prova de que a união faz a força e de que podemos juntos impactar e transformar a vida de pessoas”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ao inaugurar a biblioteca.

O cantinho da leitura foi batizado pela equipe com o nome “Sopro de Vida”, em referência a um dos livros da escritora Clarice Lispector. “A socioeducação é um sopro de vida”, explicou a servidora Kátia Ribeiro, que desenvolve um projeto de estimulo à literatura com os jovens. “Os adolescentes chegam aqui sem ânimo, disposição e esperança, mas à medida que vão entrando no cumprimento da medida, começam a renascer e a ganhar vida”.

Nova unidade  

O lançamento do Espaço da Leitura, nesta quinta-feira (12), também marcou a inauguração oficial da nova sede da Gerência de Atendimento em Meio Aberto de Ceilândia II, que trocou de endereço em julho.  Antes da mudança, o atendimento era prestado em caráter provisório em uma sala cedida pelo Conselho Tutelar de Ceilândia IV.

Agora, servidores e adolescentes contam com 240m² divididos em oito salas, sendo uma para equipe técnica, duas de atendimento individual/familiar, uma sala para atendimento coletivo, uma sala de descanso para colaboradores (vigilância/limpeza), copa, almoxarifado e sala de arquivos, além dos banheiros.

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“Somos corresponsáveis por tudo o que acontece na nossa cidade e com os nossos jovens”, frisou a secretária de Justiça e Cidadania. “Infelizmente, a gente tem dados de adolescentes em conflito com a lei, e o nosso trabalho é para que não tenhamos mais nenhum número. O nosso papel é transformar a vida e a cidade onde moramos. Pode parecer utópico, mas, se cada um fizer a sua parte, vamos conseguir.”

Sistema Socioeducativo

A Sejus coordena as políticas para ressocialização dos adolescentes em conflito com a lei no DF. Na sua estrutura, a Subsecretaria do Sistema Socioeducativo (Subsis) é a área responsável pela administração geral das 30 unidades orgânicas de atendimento aos adolescentes, sendo nove de internação, seis de semiliberdade e 15 de prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida. A Subsis também tem a atribuição de planejar, coordenar, executar e avaliar programas, projetos e atividades de medidas socioeducativas.

Com informações da Sejus

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