Moradores de áreas de risco do Sol Nascente são remanejados

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Um imóvel da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) localizado na QNO 20, setor norte de Ceilândia, será moradia temporária para a família de Evaldo Oliveira, de 49 anos. A empresa também vai acolher outras 64 famílias do Sol Nascente, cujas casas deverão ser derrubadas por terem sido construídas em áreas de risco. São locais destinados exclusivamente à construção de adutoras e outros equipamentos necessários ao tratamento de esgoto e água.

“Quatro famílias em situação de maior vulnerabilidade serão acolhidas nessa unidade de Ceilândia; às outras, vamos fornecer o aluguel social”, relata  o assessor especial da Codhab, Ismar Chaves. “Por determinação do governador Ibaneis Rocha, estamos juntos com as secretarias de Desenvolvimento Social e Obras, com o DF Legal e a Caesb, trabalhando em conjunto para fazer a realocação de todos”.

Na manhã de segunda-feira (17), Evaldo, a mulher e seus dois filhos deixaram a casa de alvenaria na chácara Madureira, onde moraram por 14 anos, sendo remanejados para as obras de saneamento avançarem. “Estou feliz porque a ação do governo foi bem-feita, com educação, respeito, com moral”, disse o auxiliar de pedreiro, que está desempregado. Fiquei com medo de perder o pouco que tenho porque aqui é a base da minha família, mas ver o compromisso do governo me deixa mais tranquilo.” A família, que atende a todos os critérios sociais exigidos por lei, será contemplada futuramente com moradia oferecida pelos programas habitacionais da Codhab.

Saneamento básico

A antiga moradia de Evaldo será derrubada pelo DF Legal ainda nesta semana, para início das obras de construção de uma elevatória. “É uma espécie de casa de bombas para levar o esgoto de toda a região a uma outra rede em altura superior”, explica o técnico da Caesb, Jeff Motta, responsável pelos serviços no Sol Nascente. As obras fazem parte de um amplo pacote de urbanização e melhorias que o governo tem empreendido no local. A elevatória da Chácara Madureira – que demandará  um investimento de R$ 565 mil – vai atender a uma população de aproximadamente 5,6 mil moradores.

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A Caesb trabalha ainda em outros 64 pontos nos quais, também em função de irregularidades, foi detectada a necessidade de remoção de famílias. “Num prazo de dois anos, precisamos realocar todos”, detalha Motta. “A própria legislação exige isso. Não pode haver edificações sob redes de água, esgoto e águas pluviais, por questão de segurança.”  Segundo o técnico, além de garantir a segurança dos atuais moradores, caso haja rompimento das redes, a ausência de construções facilita a manutenção e recuperação dos interceptores.

Há mais de 3,5 km de extensão de canais e interruptores a serem recuperados. A Caesb vai utilizar um novo método para facilitar a conclusão dos trabalhos. “É uma tecnologia alemã”, pontua o técnico da Caesb. “São segmentos de tubo – uma resina em estado quase líquido – colocados nas tubulações mais antigas e inflados. Depois, passamos uma luz ultravioleta. A resistência  é muito superior à utilizada antigamente –  [capaz de durar] algo em torno de 50 anos.”  A um custo de aproximadamente R$ 2,1 milhões para os cofres púbicos, o projeto de ampliação e recuperação das redes de esgoto vai beneficiar um total de 221.089 moradores .

Agência Brasília

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