Transporte público funciona parcialmente em dia de paralisação

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Diversas cidades brasileiras registram hoje (14) manifestações por mais recursos para a educação e contra as mudanças nas regras de aposentadoria. Convocada por centrais sindicais e outras entidades representativas de trabalhadores, a paralisação afeta, principalmente, o sistema de transporte público das cidades. De acordo com as centrais sindicais, estão previstos atos em mais de 300 cidades do país de 26 estados.

Brasília 

Desde o início da manhã de hoje (14), ônibus pararam de circular na capital do país. O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), autarquia responsável por controlar e avaliar o transporte público, estima que toda a categoria esteja paralisada. 

O Metrô-DF funciona de forma reduzida. Funcionários estão em greve há 46 dias. Uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) obriga um percentual mínimo de trabalho. Segundo o Sinicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF), a decisão judicial está sendo respeitada. 

Em nota, a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) disse que o metrô funciona hoje até as 23h30, com 18 trens nos horários de pico, entre 16h45 e 19h30, e entre quatro e cinco trens nos demais horários. 

As aulas nas escolas públicas também foram impactadas pela paralisação. Segundo o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), cerca de 70% dos professores aderiram ao movimento. Além da pauta nacional, contra a Reforma da Previdência e o contingenciamento feito no orçamento do Ministério da Educação (MEC), os professores do DF reivindicam uma série de pautas locais. Entre elas, a construção e reforma de escolas e o reajuste salarial de 37%. 

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do DF disse que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas, em datas a serem definidas pelas direções das escolas. 

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O Sindicato dos Bancários de Brasília decidiu, em assembleia ontem (13), aderir à paralisação. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em todo o país há “casos pontuais de não funcionamento de agências em função da greve”.

A Federação ressalta que “existem canais alternativos para realização de operações bancárias à disposição dos clientes que usariam estes postos de atendimento. Internet banking, mobile banking, além de caixas eletrônicos podem ser utilizados para a maior parte das transações – como pagamento de contas, checagem de saldo e extrato, e transferências, por exemplo. Banco por telefone e correspondente também estão entre as alternativas de atendimento”.

Na saúde pública não há paralisações, de acordo com a Secretaria de Saúde do DF.

Bolsonaro comenta greve

Durante um café da manhã com jornalistas hoje, o presidente Jair Bolsonaro foi perguntado sobre a greve. O presidente disse ver o movimento como algo natural. “[Vejo] com muita naturalidade. Quando resolvi me candidatar, sabia que ia passar por isso”, disse. 

Sobre reforma da Previdência, alvo das paralisações de hoje, Bolsonaro voltou a defender a importância das mudanças nas regras da aposentadoria, sem as quais os empresários não terão “segurança para investir”.  

Agência Brasil

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