Polícia prende membros da facção criminosa ‘Comboio do Cão’

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Foi deflagrada, na manhã desta terça-feira, 13 de agosto, a terceira fase da Operação Rosário. Foram expedidos 49 mandados de prisão preventiva, 6 mandados de prisão temporária e 55 mandados de busca e apreensão. A Polícia Civil tem o apoio das Promotorias de Justiça do Riacho Fundo e do Recanto das Emas e do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O objetivo é desarticular a organização criminosa Comboio do Cão (CAD), que pratica crimes de tráfico de entorpecentes, homicídios, roubos, tráfico de armas e rufianismo. O grupo é uma facção local perigosa que atua no sistema penitenciário do Distrito Federal e busca manter-se independente de facções nacionais como o PCC e o Comando Vermelho. O Nupri contribuiu com as investigações fornecendo informações sobre a atuação no grupo dentro dos presídios, especialmente sua estruturação e divisão de tarefas.

Os mandados judiciais foram expedidos em dois inquéritos policiais instaurados para apurar a extensão das atividades criminosas do grupo e a prática de lavagem de dinheiro. A Justiça determinou o sequestro de 11 imóveis, 17 veículos e contas bancárias de 60 pessoas ligadas à organização.

No presídio, o grupo ganhou força e controla atividades de tráfico e de jogos de azar, de acordo com as investigações da Polícia Civil. A facção tem até um estatuto que regulamenta as práticas dos integrantes. Entre as regras, está a definição de que quem se opuser ao grupo ou ao membros do grupo enfrentará a punição dentro ou fora da prisão.

Para sustentar as atividades, a facção se valia de uma complexa rede de lavagem de dinheiro envolvendo laranjas. O esquema é alvo de um inquérito próprio e é peça fundamental para desmantelar a organização criminosa. A Operação Rosário viabilizou o sequestro das contas bancárias de 60 pessoas, além de 17 veículos e 11 imóveis.

Fora da cadeia, a facção mantém atividades de tráfico em quase todo o DF, pratica roubos de veículos e comércio ilegal de armas. Segundo a apuração da Polícia Civil, as ações eram marcadas por violência e pelo uso de forte armamento, com uso de pistolas que permitem tiros de rajada. Diversos homicídios foram cometidos pelo grupo, em geral em decorrência de problemas e desentendimentos com outros criminosos.

Saiba mais

As duas primeiras fases da Operação ocorreram em maio e julho de 2019. Foram presos dois dos líderes da organização. Flávio Conceição Matias, o Doidinho, estava foragido da Justiça havia 11 anos e foi capturado na Cidade Ocidental (GO). Gutemberg da Silva Borges, o Guga, foi preso em Imperatriz (MA) com o auxílio da policial civil maranhense.

Com informações do MPDFT e Correio Braziliense

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