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Centros de Juventude do DF tem atividades suspensa afetando 1000 alunos diretamente

A situação impacta diretamente cerca de 1000 alunos ativos e 30 colaboradores diretos que ficam sem aulas do ensino profissionalizante, oficinas e atendimento psicossocial

Centros de Juventude do DF tem atividades suspensa afetando 1000 alunos diretamente
Crédito: Reprodução.

Na semana em que economista Daniel Duque, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) divulga estudo relatando que o DF registrou o maior aumento da pobreza do país, a Secretaria de Juventude do DF suspende por tempo indeterminado as atividades dos Centros de Juventude depois que teve um processo interno anulado. A situação impacta diretamente cerca de 1000 alunos ativos e 30 colaboradores diretos que ficam sem aulas do ensino profissionalizante, oficinas e atendimento psicossocial. Segundo uma colaboradora do Instituto que não quis se identificar, a situação é mais grave porque os alunos já foram diretamente atingidos pela pandemia e agora tem esse revés que impacta diretamente a saúde mental dos alunos: “temos alunos que estruturaram suas rotinas ao redor das atividades do Centro de Juventude. Apesar de estarmos desde abril de 2020 sem atividades presenciais, damos todo o suporte para eles por meio da nossa plataforma de ensino à distância, nas aulas presenciais conectadas e nos grupos de whatsapp. Além disso temos um serviço constante de atendimento psicológico e de assistência social que pode colocar em xeque a vida emocional desses jovens que sofrem diariamente e enxergam a esperança nas atividades dos CJs”.

A Secretaria de Juventude deve R$ 952.443,30, referente o 6º Termo Aditivo foi assinado entre o Instituto Iecap – Agência de Transformação Social, que equivale a 50% do valor do Termo de Fomento nº 02/2017.

Desde janeiro, mais de cinco mil jovens já foram atendidos pelo programa social, dos quais 1000 estão em atividade neste momento em aulas de profissionalizante de cuidador de idosos, oficinas de teatro, break dance, empregabilidade e culinária, além dos atendimentos psicológico e social.

Os Centros de Juventude são usados para a convivência de jovens e estimulam a inclusão social, com acesso à cultura, lazer, assistência social, esporte, qualificação profissional e educacional, além oficinas de dança, música, informática, lutas marciais, fotografia e reforço escolar. Atualmente, há a organização social cuida das unidades de Ceilândia, Estrutural e Samambaia.

No mesmo documento, o instituto informou que a meta prevista inicialmente seria o atendimento direto de 1,5 mil jovens, nos três centros ao longo do período contratual e até o momento promoveu mais de 39 mil atendimentos indiretos, entre aulas, acompanhamento ou mobilização de jovens. Estes números foram alcançados utilizando-se da educação, do esporte, da cultura, do lazer, saúde e cidadania para mobilizar os jovens para a ação em direção a mudanças, ao trabalho digno e solidário.


O IECAP se comprometeu com a execução do programa entre Maio e Agosto de 2021, proporcionando estabilidade para os jovens que contam com o serviço e apoio do Centro de Juventude, inclusive mais de 20 internos do sistema socioeducativo


A colaboradora continua: “Como a situação se deu em torno do repasse do dinheiro já empenhado, poderia se configurar em enriquecimento ilícito da Administração por não termos recebido esse valor no início das atividades em maio de 2021. Perdemos a fé na gestão da Secretaria de Juventude que se mostrou consciente em relação à seriedade do problema, mas nada resolveu ao longo destes 4 meses!”



O Iecap é uma entidade da sociedade civil, com 20 anos de atuação, que tem como principal pilar a mudança de trajetória de jovens e transformação de vidas. É responsável pela gestão dos Centros de Juventude do DF desde 2017, projeto exitoso que contabiliza mais de 200 mil atendimentos aos jovens nos últimos 4 anos.

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