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Comunidade escolar reelege diretores das escolas de Gestão Compartilhada

A comunidade escolar, formada por pais, mães, responsáveis, estudantes, professores e servidores, reelegeu todos os diretores das escolas do programa de gestão compartilhada. As chapas formadas por gestores favoráveis ao programa venceram nas nove unidades onde a gestão já foi implantada e nas três onde está em implantação. Oito escolas tiveram chapa única e quatro com duas chapas cada. Desta forma, é a segunda vez que a comunidade escolar aprova o programa. Na primeira, aprovou sua implantação. Agora, reelegeu os gestores.

A única escola do programa que havia rejeitado o projeto na votação para sua implantação o referendou nas eleições desta quarta-feira. A comunidade escolar do CEF 407 de Samambaia reelegeu a direção da unidade. O resultado reafirmou o apelo feito pela comunidade naquela ocasião, em agosto, quando solicitou à Secretaria de Educação que revisse o resultado da votação de implantação. A Secretaria reconsiderou e o modelo foi implementado com apoio da comunidade.

Mais força em 2020

“A comunidade escolheu a gestão compartilhada e as votações fazem acreditar que em 2020 o programa terá ainda mais cor e força”, disse a diretora do CED 7 de Ceilândia, Adriana de Barros Souza. A chapa 1, formada por ela e pela candidata a vice-diretora Cristiane Alves Araújo, venceu com 70% dos votos. Adriana disse que aprendeu a administrar os ambientes que comportam os contrários. “Na verdade, essa experiência enriquece e aprimora o modelo da gestão compartilhada”, afirmou.

“É muito claro o papel da gestão pedagógica e o da gestão disciplinar. Não há interferência nenhuma na sala de aula. A direção pedagógica e a direção disciplinar desde o início falaram a mesma língua aqui no CED 7”, confirmou o subcomandante disciplinar, tenente Lindomar de Jesus.

Adriana conta que depois da parceria com a Polícia Militar a escola passou a oferecer vários projetos:

“Hoje agregamos futsal, jiu-jitsu, karatê, pintura em tela e até ensino do idioma russo nos dois turnos, estendido também aos estudantes especiais, que se identificam e fazem tão bem as atividades quanto os alunos regulares”.

Agora meta número um do CED 7 agora é qualificar as oportunidades dos estudantes. “Se nós qualificarmos a escola, a gente também qualifica essas oportunidades que os estudantes têm”, afirma a vice-diretora reeleita. A segunda meta é minimizar as taxas de evasão escolar.

Cristiane conta que a escola tem muitos alunos trabalhadores que usam os estágios do Programa Aprendiz Social como uma forma de complementação ou até mesmo uma das principais rendas da família. As principais oportunidades são em lanchonetes ou padarias.

Jovens eleitores aprovam