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Dona Imperatriz lança, em tempo recorde, coletânea com vozes femininas do DF

Idealizado e produzido por Thabata Lorena, o álbum destaca a liderança, representatividade e produção fonográfica realizada por mulheres pretas


 Dona Imperatriz lança, em tempo recorde, coletânea com vozes femininas do DF
Thabata Lorena - Foto por Ester Cruz

Na produção musical o álbum percorre do funk ao trap, hip hop e pagode baiano fortalecendo a identidade plural da música independente do DF e impactando em maior

representatividade de mulheres no mercado da música. A obra está com lançamento marcado para a próxima segunda-feira (12) e conta com o feito de produzir e lançar nove

músicas em um mês, com produção fonográfica de Thabata Lorena e produção musical de Afroragga e B. M. Ally.


Entre as cantoras selecionadas para os feats com Thabata estão Gabi Kashuu, Lis Martins, MC Debrete, Prethaís, Medro, Odara e VZ conectando os territórios de Brazlândia,

Ceilândia, Guará, Planaltina, Riacho Fundo I, Sol Nascente/Pôr do Sol e Taguatinga. O álbum, apaixonante e provocativo, é composto por singularidades potentes, cheio dbrasilidade e influências africanas, com muito rap, afrobeat, R&B e funk.


Promover mulheres e enaltecer as vozes femininas no rap, hip hop, funk e cultura urbana nacional foi um desafio que percorreu todo o projeto. No resultado, os produtos (músicas, gravações, portfólios e ensaios fotográficos) contam, por si só, os feitos do programa de aceleração de carreiras e inserção de mulheres no mercado fonográfico executado pelo Dona Imperatriz.


“O projeto confirmou, pra mim, a potência de ver mulheres juntas e a proporção do que podemos alcançar”, afirma Thabata Lorena. O Dona Imperatriz investiu em novos talentos da cidade para mudar a realidade exposta no relatório “O que o Brasil ouve”, do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), que aponta que dentre uma amostra de 300 mil músicas mais tocadas nos últimos anos, apenas 14% têm mulheres na autoria.

O percurso formativo gratuito de mais de 50h/aula abordou temas como assessoria de comunicação, elaboração de projetos, articulação em rede, gestão de mídias sociais e economia criativa. A potência das pessoas que assinaram e realizaram a gestão - como Andréia Nayrim, Clara Nugoli e Lelia de Castro - e que ministraram as oficinas - Jaqueline Fernandes, Vera Verônica, Neggata, entre outras - em sua maioria mulheres, denota a coerência de um movimento que fortalece a economia e a intelectualidade feminina.


Mais de 80 mulheres de todo Brasil passaram pelas oficinas e palestras abertas do Dona Imperatriz, projeto que contou com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do DF. O lançamento do álbum será feito pelo canal do projeto no Youtube, a partir das 19h da próxima segunda-feira (12).


Acesse @donaimperatriz nas redes sociais e saiba mais.

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