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Olimpíadas: Quem é Ketleyn Quadros, porta-bandeira de Ceilândia em Tóquio

A judoca foi a primeira brasileira a conquistar uma medalha em esportes individuais, em Pequim 2008


Olimpíadas: Quem é Ketleyn Quadros, porta-bandeira de Ceilândia em Tóquio
Ketleyn Quadros - Reprodução O Globo.

“Eu fico me emocionando o tempo inteiro. As conquistas são consequências de quem acredita, de quem constrói, apesar das adversidades, de muita dedicação, de muito treinamento, do trabalho de muitas pessoas. Eu olho pra minha carreira e vejo que não ter participado dos últimos dois Jogos Olímpicos me ajudou a crescer, a evoluir e a estar aqui. Sou muito grata e me sinto privilegiada por representar cada um dos brasileiros sendo porta-bandeira”, disse Ketleyn Quadros, que possui 33 medalhas em eventos do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô.


Nascida e criada em Ceilândia, Ketleyn Lima Quadros foi matriculada pela mãe na natação, mas faltava às aulas para assistir aos treinos de judô. De tanto insistir, acabou começando a praticar a modalidade. Para se classificar aos Jogos Olímpicos Pequim 2008, viu sua principal concorrente à vaga, Danielle Zangrando, se machucar e não deixou a oportunidade passar.


Depois de ficar fora dos Jogos por dois ciclos olímpicos, voltou às Olimpíadas 13 anos depois de sua medalha na China e recebeu a honra de ser a terceira mulher (depois de Sandra Pires, em Sydney 2000, e Yane Marques, no Rio 2016) na história e também a terceira judoca (depois de Walter Carmona, em Seul 1988, e Aurélio Miguel, em Barcelona 1992) a carregar a bandeira do Brasil.




“Tenho 33 anos e uma vida dentro da modalidade. Não falo isso com peso não, eu amo o que eu faço. Acho que vai passar um filme na minha cabeça quando eu tiver lá e saber que tudo que passei valeu à pena”, ressaltou a judoca.

Ketleyn competirá no lendário Nippon Budokan no próximo dia 27, enquanto Bruninho fará a sua estreia no dia 24, na Ariake Arena, contra a Tunísia.


“Essa é a maior delegação brasileira em uma edição de Jogos Olímpicos fora do país. E nada mais justo que homenagearmos grandes representantes de duas das modalidades que mais deram medalhas olímpicas ao Brasil. A Ketleyn é uma pioneira no judô, um exemplo de profissional e da filosofia do esporte. Bruninho, apesar de ser filho de dois dos maiores de sua modalidade, conseguiu trilhar o próprio caminho, conquistando três medalhas olímpicas, um feito para poucos, e ainda pode ser orgulhar de ser o capitão numa campanha de ouro. Com eles, mantemos a tradição de privilegiar o respeito, a excelência e a meritocracia e não tenho dúvidas de que os dois representaram muito bem o país na abertura dos Jogos”, disse o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira.


Com informações do Comitê Olímpico do Brasil




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