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Projeções na Caixa D'Água de Ceilândia resgatam história da cidade

O artista instalou, no Dia do Candango (12/9), uma placa no Museu Vivo da Memória Candanga com a frase “Vila do IAPI

Projeções na Caixa D'Água de Ceilândia resgatam história da cidade
Crédito: Divulgação.


A Caixa D'Água de Ceilândia serviu de tela, na noite dessa terça (14/9), para uma intervenção do artista Gu da Cei. Quem passou pelo local pôde conferir projeções de palavras e desenhos que remetem a história da cidade e proporcionam um olhar poético para o cotidiano.


Com os dizeres “dance”, “seja”, “terra dos incansáveis”, “(não) somos invasores”, “isso (não) é uma invasão”, o artista chama atenção para o título de “invasores” dado aos pioneiros da cidade, provenientes da Campanha de Erradicação de Invasões (CEI).


“Nos consideraram invasores na capital do país, terra que deveria ser de todos os brasileiros. Nunca foi uma questão ambiental, mas sim de classe social. Tanto é que a IAPI, área onde vivia a maioria das famílias removidas pra Ceilândia, hoje é "Setor de Mansões IAPI". Me interessa resgatar e rever essa história”, declara Gu da Cei.




O artista instalou, no Dia do Candango (12/9), uma placa no Museu Vivo da Memória Candanga com a frase “Vila do IAPI: Esse território pertence a Ceilândia”, com o intuito de “demarcar um lugar que é de Ceilândia”. A IAPI, ou Setor de Mansões IAPI, fica localizada nas proximidades do Museu.


A Caixa D'Água de Ceilândia também recebeu uma placa com “Aqui cabe uma praça”, obra que questiona o afastamento que existe entre os moradores e o ponto turístico. “Poderia haver uma praça ali para facilitar o encontro e apreciação do nosso patrimônio, assim como em outros pontos da cidade”, afirma Gu.




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