Biopsia cerebral: quando e por que fazer?

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O nosso cérebro é uma caixa de surpresas, envolta em um sistema complexo que quando apresenta sinais de alguma disfunção, requer investigação precisa para auxiliar em seus achados e somar para a adoção de condutas de tratamento adequadas.

Uma destas investigações se dá pela biópsia cerebral estereotáxica, especialmente indicada quando uma determinada lesão no interior do encéfalo, composto por tronco cerebral, cerebelo e cérebro, gera dúvidas quanto ao diagnóstico de uma doença e os caminhos a seguir a partir daí. É especialmente útil na identificação de tumores para indicações de ressecção, radioterapia ou mesmo um tratamento clínico.

“Na presença de uma lesão intracerebral vários exames poderão contribuir para o diagnóstico: se o paciente for imunodeprimido, poderá investigar a possibilidade de infecção por germes. Se a suspeita é de uma lesão metastática a partir de câncer em outros órgãos, como com mama, pulmão e intestino, a técnica poderá esclarecer as lesões encefálicas.”, explica o neurocirurgião funcional dr. Claudio Fernandes Corrêa

Em alguns casos a biopsia faz parte do próprio tratamento, como quando atua na aspiração de cistos, no implante de um cateter no interior de um tumor cístico ou sólido para braquiterapia (radioterapia intersticial), forma muito eficaz em tratamento de tumores do encéfalo.

Para a sua realização, é instalado um aparelho de fixação, chamado arco estereotáxico, que permite o cruzamento de imagens obtidas com tomografia e ou ressonância magnética para cálculos de coordenadas cartesianas indicando o acesso à área que será biopsiada.

No Centro Cirúrgico, sob anestesia local ou geral, e com coordenadas devidamente captadas, é realizada uma pequena incisão no crânio do paciente, seguida de abertura de 1 cm. Uma pinça de biópsia e inserida para a coleta do material a ser analisado.

“Apesar de os procedimentos no crânio gerarem receio, trata-se de um procedimento relativamente simples, com riscos mínimos, realizado em média de 40 a 45 minutos”, explica doutor Claudio.

Além das investigações acerca de tumores, a técnica estereotáxica é usada para investigação de doenças neurodegenerativas e seus tratamentos, como a doença de Parkinson, dores neuropáticas, entre outras.

O procedimento está inserido dentro do rol da ANS para coberturas dos planos de saúde, sendo um investimento inteligente para a descoberta e tratamento precoce de doenças, com aumento das chances de cura e ou qualidade de vida dos pacientes.

Dr. Claudio Fernandes Corrêa

Com mais de 30 anos de atuação profissional, Dr. Claudio Fernandes Corrêa possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Especializou-se em neurocirurgia funcional abrangendo áreas dos movimentos involuntários, dor, espasticidade, tumores do sistema nervoso e na psicocirurgia e se tornou uma das principais referências no Brasil e também no Exterior.

É também o idealizador e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, serviço que reúne especialistas de diversas especialidades para o tratamento multidisciplinar e integrado aos seus pacientes.

Currículo Lattes: http://bit.ly/2UvnCRg

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