Casos de bronquiolite aumentam durante o inverno

Casos de bronquiolite aumentam durante o inverno

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Com a chegada do inverno e a tendência de ficar em ambientes fechados, a possibilidade de transmissão de algumas doenças aumenta. É o caso da bronquiolite, causada pela inflamação dos bronquíolos, parte final dos brônquios, que atinge principalmente crianças menores de dois anos. De acordo com o Ministério da Saúde, os dados de internação hospitalar, referentes às chamadas “alergias de inverno”, mostram que, no ano de 2018, houve 63.486 casos de bronquiolite aguda.

Muitas vezes confundida com um simples resfriado, a bronquiolite tem como principais sintomas coriza, febre e congestão nasal, seguidos de tosse, falta de ar e chiado no peito. De acordo com a pneumologista pediátrica do Hospital Santa Luzia Carla Lívia de Oliveira, a diferença entre as doenças está no fato de que, na bronquiolite, haver um acometimento pulmonar e, no resfriado, os sintomas serem mais evidentes em vias aéreas. “A criança pode evoluir com sintomas de desconforto respiratório simulando uma crise de asma, o que não ocorre no resfriado comum”, explica Carla Lívia.

Segundo o pneumologista do Hospital Santa Helena João Daniel Bringel, a principal forma de transmissão da doença é por meio de secreções respiratórias e por contato. “Geralmente, a bronquiolite está mais ligada às crianças, pelo fato do sistema imunológico ainda ser imaturo, o que as tornam mais suscetíveis às infecções. Crianças que passam o dia em locais fechados com outras pessoas, como creches, estão mais propensas ao contagio”, explica Bringel.

Não existe tratamento específico para a bronquiolite. Na maioria dos casos, quando se trata de crianças sem fatores de risco, a evolução do quadro é satisfatória, com controle de febre e hidratação. Já em casos mais graves, a internação é necessária para que se possa oferecer oxigênio e medicações específicas ao paciente. “A admissão em UTI para o suporte ventilatório adequado é rara, mas pode ocorrer em até 15% das crianças internadas”, explica Carla.

Para se prevenir, é necessário lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente após as refeições, ao utilizar o banheiro e antes e depois de visitar uma pessoa doente.

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