Sem médicos, GDF comemora instalação de aparelhos de ar-condicionado nas UPAs

Conselheiro de Saúde denuncia irregularidades no processo seletivo do IGES-DF

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O Governo do Distrito Federal anunciou nesta segunda-feira (29), a substituição de 132 aparelhos de ar-condicionado nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal. O investimento feito pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) que administra essas estruturas é de R$ R$ 268.221,28.

“Estamos trabalhando conforme determinação do governador Ibaneis Rocha para dar todas as condições necessárias para o funcionamento adequado e humanizado em todas as UPAs que, em breve, serão habilitadas para voltar a receber recursos federais, porque estão sendo completamente reestruturadas”, ressaltou o diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo.

Segundo o GDF, cada UPA receberá, ao todo, 22 unidades, o que corresponde a aproximadamente 50% do quantitativo. Os aparelhos serão instalados, prioritariamente, nas salas vermelhas e amarelas, onde ficam os pacientes mais graves, no setor de radiologia que necessita de controle eficiente de temperatura para conservação das máquinas de raio-x e nos consultórios.

Os aparelhos trocados pelos novos considerados em bom estado de funcionamento substituirão aqueles com menor eficiência nas demais áreas e, após esse remanejamento, os não aproveitados serão devolvidos ao patrimônio da Secretaria de Saúde do DF.

Posteriormente, será realizada a substituição definitiva do restante por outros novos nas áreas comuns e locais como a sala administrativa e repouso.

Caos na saúde

No início do ano, o Governador Ibaneis Rocha apresentou como solução para o caos na Saúde do Distrito Federal a ampliação do modelo de terceirização do Hospital de Base, com a criação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGESDF). Além do HBDF, o IGESDF passou a gerir as seis Unidades de Pronto Atendimento do DF e o Hospital Regional de Santa Maria.

A questão é que passados seis meses de Governo a Saúde do DF ainda continua um caos. Longas filas de espera para consultas com especialistas, emergências sem profissionais para atendimento, alagamento de enfermarias nos períodos de chuva, pacientes morrendo em macas e cadeiras por falta de leitos de internação e de UTI.

Além dos problemas constantes na Saúde, o DF registrou esse ano o maior surto de dengue da história, com mais de 27 mil casos notificados e 26 mortes. Em 2018, foram notificados apenas 1.800 casos, conforme dados da própria Secretaria de Saúde. Isso mostra que as políticas do Governo para a saúde, focadas na terceirização dos serviços, estão gerando mais problemas para a população.

*Com informação da Agência Brasília e Política Distrital

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