Sífilis tem cura e tratamento pode ser feito nas UBSs

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Outubro foi dedicado ao combate, prevenção da doença e informações sobre a importância do tratamento precoce

Agência Brasília

A sífilis adquirida está em ascendência no Distrito Federal conforme dados do último Boletim Epidemiológico divulgado pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde. O informativo mostra que o aumento é mais significativo na população masculina, entre jovens nas faixas etárias de 20 a 29 anos, com um aumento de 37,9%, e na faixa etária de 30 a 39 anos, com crescimento de 23,9%. A principal forma de prevenção contra essa Infecção Sexualmente Transmissível (IST) é o uso do preservativo e o acompanhamento com exames que podem ser feitos nas unidades básicas de saúde.

O boletim traz, ainda, queda nos casos de sífilis congênita – transmitida de mãe para recém nascidos – de 473 casos, em 2018, para 425 casos, em 2019.

A Subsecretaria de Vigilância à Saúde alerta para a necessidade de prevenção, bem como para a importância da detecção da doença e início precoce do tratamento. A técnica da Gerência de Vigilância de IST, Daniela Magalhães, esclarece que “o controle da sífilis é possível pela interrupção da cadeia de transmissão e a prevenção de novos casos. A detecção e o tratamento precoces são imprescindíveis para evitar a transmissão da doença, assim como o tratamento adequado das parcerias sexuais”.

O boletim também informa que o coeficiente de mortalidade infantil por sífilis congênita apresentou queda significativa de 16,6 casos em cada 100 mil nascidos vivos, no ano de 2016, para 4,8 casos em 100 mil nascidos vivos em 2019. A subsecretaria considera esse dado positivo, mas reforça a importância de serem mantidos os cuidados necessários para se evitar a transmissão da doença.

Atuação Preventiva

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A Gerência de Vigilância das IST, da Secretaria de Saúde, atua reforçando a prevenção de novos casos a partir de estratégias de comunicação em saúde para a população geral e, especialmente, para as populações mais vulneráveis, por meio da educação permanente das equipes de saúde, com o desenvolvimento de ações estratégicas de prevenção coletiva da doença.

O boletim produzido pela gerência tem como objetivos descrever o perfil epidemiológico dos casos notificados de sífilis no período de 2014 a 2019; apresentar a análise das notificações dos casos; e dar subsídios, com base em evidências, para a tomada de decisão nas regiões de saúde para realização de ações de prevenção e controle da doença. “A expectativa é que, com base nessas análises publicadas, a tomada de decisões seja baseada em evidências no DF”, explica Daniela Magalhães.

Ela ressalta ainda a importância do fortalecimento entre área técnica de vigilância e a atenção à saúde. “Ao longo de todo o mês de outubro foram realizadas capacitações nas regiões de saúde buscando a qualificação dos profissionais de saúde no atendimento e na notificação dos casos”, lembra Daniela, reforçando que o acesso à informação possibilita ao usuário a busca espontânea do cuidado e a redução do estigma em relação às infecções sexualmente transmissíveis.

Diagnóstico e tratamento

A transmissão da sífilis pode ocorrer por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada ou da mãe para a criança durante a gestação ou parto. O tratamento é feito com uso de medicamento disponibilizado na rede pública de saúde.

Os testes rápidos para diagnóstico são disponibilizados nas UBSs e a população também pode contar com o Núcleo de Testagem e Aconselhamento (NTA), instalado na Rodoviária do Plano Piloto. O resultado do teste sai em até 30 minutos após a coleta do material. Caso o teste dê positivo, a amostra é encaminhada para comprovação laboratorial. Após a confirmação, o tratamento é iniciado imediatamente.

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*Com informações da Secretaria de Saúde

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