40 anos, solteiro e bem de vida. Conheça o perfil dos brasilienses solteirões, a maior parte moram em Ceilândia, Taguatinga e Samambaia.

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Eles têm 40 anos ou mais, moram sozinhos, são bem sucedidos na carreira, consequentemente na vida financeira e são solteiros por convicção. No DF este grupo representa 11,8% (96.959) da população dos solteiros da capital (820.098), segundo levantamento mais recente realizado em 2011 pela Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal). Sozinhos ou não, eles se consideram livres e vão muito bem, obrigado.

De acordo com o estudo assinado pela economista da Codeplan, Iraci Peixoto, o estado conjugal, assim como o fato de permanecer solteiro, está relacionado a escolhas individuais, mas é também fruto da educação, das convicções religiosas e da cultura da população, além das condições socioeconômicas.
— Atualmente se observa maior liberdade antes do casamento, o que também tem contribuído para o adiamento da união conjugal.
Segundo o levantamento da Codeplan, o maior número de solteiros do DF está em Ceilândia, Samambaia e Taguatinga, regiões de maior população. No entanto, o levantamento considera a faixa etária a partir dos 14 anos. Já o menor percentual de solteiros é encontrado no Sudoeste/Octogonal e Águas Claras.
Para o delegado de polícia Daniel Malvazzo, o casamento não é uma opção a ser considerada pelos próximos dez anos. Ele completou 40 anos no dia 17 de junho, mora sozinho em Águas Claras e se sente muito confortável em ser solteiro. Mesmo após sofrer pressão de parentes e amigos, o assunto casamento se tornou uma etapa superada.
— Quando completei 30 anos meus pais e amigos me cobravam muito porque eu já tinha minha filha, que hoje tem 15 anos, e já estava bem estabelecido na carreira. Mas eu levava na brincadeira, embora meu pai fizesse uma cobrança sistemática e que me chateava um pouco. Mas o tempo passou e eles se convenceram de que eu não iria me casar tão cedo e que estava confortável assim.
Daniel adora a rotina que adotou para si. Ele se divide entre trabalho, academia, supermercado e viagens. Ele foge ao mito de que homem não sabe cozinhar. Sabe até que quarta-feira é o dia que chega o carregamento de frutas e legumes no mercado perto de casa. Depois da malhação, ele faz a feira e segue para casa para cuidar da casa. Mas reconhece que a vida de solteiro tem suas mazelas.
— O lado ruim é que nem sempre se tem companhia para se fazer o que se quer. Então se não tem ninguém para sair no sábado eu vou dormir mais cedo. Mas não abro mão dos meus amigos. Sempre que dá a gente sai, mas ando mais caseiro. Depois dos 40 a gente perde o pique de baladas e passa dar mais valor a qualidade do que quantidade.
De acordo com a psicóloga Renata Martins Dias, cada vez mais as pessoas estão voltadas para si mesmas. E isso também se reflete no estado conjugal. O tempo mudou e os valores também.
— Não que isso seja uma coisa negativa, mas as pessoas estão focadas em garantir sua estabilidade financeira e conquistar seu patrimônio sozinhas. No passado, as pessoas se uniam para depois construir patrimônio, hoje é o contrário. Há quem complete 40 anos e ainda more com os pais. Se está confortável para ele, não há problema.
Mas a especialista alerta. É preciso fazer uma opção consciente e não se enganar. Viver só tem seus perigos.
— Sempre bate uma solidão, que também é um aspecto da modernidade. Neste caso a pessoa tem que ter em mente que se estar solteiro a faz bem e não prejudica outras pessoas, tudo bem. Siga em frente.
R7 e CODEPLAN / Imagem reprodução WEB

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