A burocracia e o negócio dos alvarás

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A prisão do administrador de Águas Claras, Carlos Sidney de Oliveira, e a condição de foragido do administrador de Taguatinga, Carlos Alberto Jales, juntamente com a condução coercitiva do ex-vice-governador Paulo Octávio (PP), fizeram os bastidores políticos se acenderem no dia de ontem (7).

O grande problema é a burocracia, a falta de planejamento e uniformização da expedição dos chamados “alvarás de funcionamento e de obras”, que geraram um arcabouço institucional que facilita a transformação do que poderia ser uma simples licença em um balcão de negócios. Foi o caso que derrubou os administradores. Daí a necessidade de um planejamento fundiário impecável. 

Alvo certeiro
Diante ao acontecimento, o governador em exercício, Tadeu Filippelli (PMDB), determinou a publicação de uma edição extra do Diário Oficial do DF com a exoneração dos dois administradores, além da expedição de uma nota oficial ressaltando que “(…) É princípio deste governo não pactuar com atos corruptos, nem admitir em seus quadros a permanência de agentes envolvidos em irregularidades” […] e que a operação “tem o total apoio desta gestão”. Bastou isso para que as especulações tomassem conta de qual seria o objetivo a ser atingido. Não faltam conclusões para o fato do alvo ser o ex-vice-governador Paulo Octávio (PP). 
É só o começo
Uma fonte palaciana nos revelou que a prisão dos administradores é apenas o começo. O caso deve se estender para outras duas administrações regionais, sendo que são 4 as que estariam na mira da Polícia Civil. Com a “força tarefa” para apurar a concessão de alvarás em todas as RA’s, determinada pelo governo, muitos já estão preocupados com as licenças emitidas. 
Por Tiago Tavares / Jornal Alô / Imagem reprodução web

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