A queima roupa – Agnelo Queiroz

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O Senhor estava fora do Brasil e houve uma operação que levou á prisão dois administradores regionais. Como viu isso?

Fui pego de surpresa. Claro que essa suspeita é algo muito grave, mas estamos fazendo uma apuração também na Secretaria de Transparência, além do trabalho da Polícia Civil e do Ministério Público. Concentramos na Casa Civil a análise de alvarás para grandes empreendimentos. Foi uma forma de agilizar a liberação desses empreendimentos, tendo como foco o desenvolvimento do DF e aq criação de empregos, e ao mesmo tempo de tratar esse processo de forma totalmente impessoal. A Casa Civil montou uma comissão com vários órgãos envolvidos no processo, como DETRAN, Ibram etc. Não fica a cargo apenas das administrações regionais. Está Centralizado.
Já escolheu os substitutos dos dois Administradores exonerados e presos?
Ainda não. O importante é que estamos apurando tudo e os administradores exonerados terão a oportunidade de se defender. Essa substituição tem que ser criteriosa e quero fazer com calma. Mas olha: o padre (Moacir Anastácio) nunca me pediu nada, nenhuma indicação na Administração de Taguatinga. Nunca conversei sobre isso com ele. Então liga-lo ao episódio, como alguns estão fazendo, é uma injustiça.
A Indicação foi do Deputado Washington Mesquita (PTB)?
Isso.
Ele vai indicar o próximo administrador de Taguatinga também?
Ainda não sei. Mas, se indicar, será um técnico sintonizado com as diretrizes do governo.
O administrador de Águas Claras também foi indicado por um deputado distrital, Olair Francisco (PTdoB). Esse escândalo faz repensar o modelo de escolha dos administradores regionais?
Não acho isso. Foi um fato isolado. Todo governo precisa fazer composições políticas com os partidos de sua base. Precisa governar com os aliados na Câmara. Se pensarmos que o modelo de escolha de administradores está errado, significa que o das secretarias também está. E não há outra forma de fazer. O importante é a constante fiscalização e o controle da administração pública. Vamos aperfeiçoando a gestão.
Qual a importância de Brasília sediar a Universíade de 2019?
É uma Vitória. Temos colocado Brasília num outro patamar. No calendário internacional, numa agenda do sonho de qualquer cidade desenvolvida. Temos a Copa de 2014, a Ginasíade , agora em dezembro, e a Universíade em 2019. Deixamos de ser uma cidade paroquial, atrasada. O nível da política no DF está muito relacionado a isso. Mas estamos elevando o patamar da nossa cidade.
O senhor cancelou a licitação para aluguel de jatos que seriam usados em missões especiais. Não concordou com a licitação?
Cancelei no mesmo em dia que fiquei sabendo que havia o edital. Nem entrei no mérito de estar certo ou errado. O problema é que vivemos uma conjuntura que não cabe esse tipo de coisa. Tudo hoje é criminalizado. Não sou de fugir de debate. Teria argumentos. Sempre viajo representando Brasília em voos comerciais e assim continuaria ocorrendo. Esse serviço seria usado apenas em situações emergenciais, numa necessidade extrema. Mas achei melhor cancelar e cancelei no mesmo dia.
Fonte: Correio Brasileense

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