Aberta corrida para a presidência a CLDF.

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Embora só em setembro deva-se partir para a definição do nome do próximo presidente da Câmara Legislativa, que exercerá o cargo durante o segundo biênio do governo Agnelo, a verdade é que as articulações para a escolha estão ativíssimas. Não é para menos. Para que se viabilize um novo mandato para o atual presidente, deputado Patrício , será preciso emendar a Lei Orgânica, que hoje impede reeleição. Uma proposta nesse sentido chegou a ser aprovada em primeiro turno, há mais de três anos, mas sua tramitação foi barrada pelo Buriti. Acabou no arquivo, o que exigiria a apresentação de nova emenda.
 
Reação começa no PT
Para aprovar a emenda seriam necessários 16 votos. Os partidários de Patrício contam facilmente com maioria simples, de 13 votos, mas é improvável que consigam chegar à maioria qualificada. Para isso pesa a posição da bancada do próprio Patrício. Dos quatro outros distritais petistas, três já tornaram claro que não aprovam a reeleição. 
Só com esforço do Buriti
Ex-vice governadora e ex-secretária, a distrital Arlete Sampaio já vem pedindo votos aos colegas. Alega que sua história a credencia para o posto e que não pretende mais disputar outros cargos. Mas, embora respeitada, Arlete encontra arestas entre os demais deputados. Acredita-se que só um forte empurrão do Buriti viabilizaria sua candidatura. 
Alternativas difíceis
Dentro do PT, outras candidaturas seriam difíceis. Wasny de Roure, que tem mais trânsito, é apontado como favorito para a próxima vaga do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Chico Leite enfrenta resistências no Buriti. Uma alternativa próxima ao governador seria o deputado Alírio Neto, do PPS, hoje secretário de Justiça. Considera-se pouco provável, porém, que Alírio deseje voltar para a vitrine da Presidência da Câmara. 
Na esfera do vice
Dentro desse quadro, já existe uma articulação para que o sucessor de Patrício seja um não-petista, mas integrante firme da base política do governo. Isso significaria passar à esfera do vice-governador Tadeu Filippelli. Caso a tendência prevaleça, o nome mais provável seria o do veterano Rôney Nemer. Oficialmente, porém, Rôney também concorre a uma  cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas.
Concentração de poderes
Os defensores dessa tese já têm até um discurso pronto. Alegam abertamente que, embora o PMDB, o PPS e demais partidos da base aliada tenham sido sempre leais ao Buriti, não contam com espaço na coordenação política de Agnelo. Haveria aí um excesso de cargos com petistas: Secretaria de Governo, Subsecretaria de Articulação, Casa Civil, Liderança do Governo e,  claro, a  Presidência da Câmara. Ao menos até agora.
Coluna “Do alto da Torre”.

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