Agnelo concede entrevista à coluna ONS e OFF.

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Em almoço com deputados distritais e empresários, na sexta-feira, o governador Agnelo Queiroz (PT) conversou com a coluna Ons e Offs. Apenas 11 deputados da base (composta por 19) estiveram presentes. O vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) esteve o tempo todo ao lado de Agnelo, embora não tenha falado com a coluna.

Qual é o simbolismo deste almoço, ao lado do vice-governador, e de aliados? Mostrar que a relação entre governador e vice é de confiança e companheirismo e minar as notícias de que os distritais não SE encontram com o senhor?

A atividade política é dura, e tenho conversado muito com a base, que está muito unida. As conversas com os distritais são frequentes e eu e o vice trabalhamos em conjunto. Mas é preciso também ter uma atividade social, que extrapola a aliança política, isso ajuda muito. É a relação humana que facilita o trato. É nas conversas informais, soltas, sem agenda, que estão os momentos mais oportunos para ouvir uma sugestão, ver o que precisa ser feito. A gente vai batendo papo e ouvindo.

O senhor disse que a base está unida, mas há duas ausências importantes neste encontro: a do presidente da Câmara Legislativa, deputado Patrício, e do líder do governo, deputado Wasny…

Esta é uma atividade social, não foi uma convocatória. Pelo que eu sei, Patrício está fora da cidade e eu estive até de madrugada com Wasny.

Debatendo a crise?

Não existe crise. Pelo contrário, o governo está fortalecido e a população começa a enxergar a gestão como ela é: um governo sério, transparente, sem nenhum escândalo. Não tem nenhum problema com o governo.

E a crise do Ministério do Esporte?

As denúncias que abateram o Ministério do Esporte são uma tentativa de levar a gente para a crise. O papel do adversário é esse, vir com denúncias que saíram na campanha, da forma mais covarde, mais brutal, mais sórdida, querendo promover um terceiro turno no DF. Não é uma crise. É uma tentativa de me atingir, para fazer com que o governo perca a agilidade. Mas não vai conseguir. Estou com mais garra, e quanto mais brutal, quanto mais desleal, mas forte estarei. Eu sei o motivo disso.


Qual?

Eles próprios começam a enxergar que esse governo é vitorioso e não têm moral sequer para fazer crítica. É natural que tentem me desgastar. Faz parte do processo político. O governo não vai parar. Estou com mais vontade, mais determinação. A carruagem passa e os cães latem, é assim que funciona.

O senhor disse que “eles tentam um terceiro turno”, no plural. Quem são “esses” inimigos?

Todos os que estão com sede de voltar ao poder. Tive uma vitória muito expressiva, não foi só minha, foi da cidade, que decidiu virar a página da história de escândalos, de ilegalidade, de Brasília. E como se volta ao poder? Ou pela luta política, mostrando suas propostas e mostrando que você tem propostas melhores, apresentando sugestões e críticas, ou então, tentando construir dossiês, comprando testemunhas. É um submundo o que funcionou do DF durante anos e eu não vou aceitar isso. Estou dando um sinal claro de profissionalização, mostrando que a cidade está entrando na legalidade, fortalecendo instituições como a segurança, e a cidade está entrando em seu eixo.

O senhor acredita em boicote da base ou até em fogo amigo?

Em absoluto. Ao contrário, a minha preocupação inclusive é ampliar a base na Câmara Legislativa. Precisamos da união para defender a cidade. O espírito de proco que quer fazer coisa errada, que quer manter uma prática anterior, não tem mais espaço. A CLDF está dando exemplo com respostas muito firmes e tem respondido a tudo com rapidez e eficiência, inclusive com votações de projetos por unanimidade. Não há crise, não há boicote, nem fogo amigo. Está tudo bem.


Um nó

Durante o almoço, apenas 11 distritais estiveram presentes. Do PT, nem Patrício, nem Wasny nem Rejane Pitanga. Chico Leite passou, abraçou o governador, e saiu. Somente Chico Vigilante esteve presente no encontro.

Embora Agnelo tenha dito que Patrício estava fora da cidade, a coluna confirmou com a assessoria do parlamentar que o presidente da Câmara estava sim em Brasília. Segundo uma fonte, ele preferiu não ir ao almoço. Uma outra fonte afirmou que Wasny não estava sabendo do almoço.

Causou estranheza uma presença no evento: o ex-secretário de Governo de Arruda, José Humberto Pires, chegou ao restaurante, cumprimentou os deputados e empresários presentes, mas dedicou atenção especial ao governador Agnelo e ao vice Filippelli. Chegou a cochichar no ouvido de ambos. Recado dado, foi embora.

Por lívio di Araújo.

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