Agnelo dá um freio de arrumação.

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Por Ricardo Callado –  Com pesquisas em mãos, o governo foi convencido que é hora de mexer na equipe. E na forma de administrar. Mudar o relacionamento com segmentos da sociedade. Com o setor produtivo. Os parceiros políticos. E sob as bençãos do ex-presidente Lula.

Agnelo Queiroz muda para virar o jogo. Nos últimos dias uma série de atos mostra que a postura do Buriti será outra. Entre as mudanças, o novo comando na Secretaria de Publicidade. É área vital para o sucesso de qualquer governo.
O cargo estava vago desde a saída de Abimael Nunes. Assume o jornalista André Duda. O currículo novo secretário o credencia a destravar e arrumar o setor, um dos críticos do governo. Com experiência de ter comandado a área em outras administrações, Duda é o homem certo no lugar certo. E Agnelo tem um problema a menos à sua reeleição.
O principal papel da Comunicação Governamental é a socialização dos seus atos. Dar conhecimento à sociedade dos atos e fatos significativos da administração pública. A comunicação é uma aliada de primeira hora.
Em todas as suas formas, é de vital importância para que o governo interaja com a população. Só existe uma forma realmente eficaz de mostrar o que está sendo feito e que é de interesse comum: a mídia.
Não interessa Agnelo fazer, se não vier a público. Quando alguma obra é concluída, alguma ação é executada, a população precisa ser informada para que possa usufruir da melhor forma possível de seus benefícios. Fácil assim. E André Duda sabe como fazer.
A comunicação é ainda a forma pela qual os governos prestam contas de suas atividades, do que estão fazendo com o dinheiro arrecadado através dos impostos, das parcerias, sejam públicas, sejam privadas, democratizando, desta forma, os interesses com a opinião pública.
Outra utilização importante da mídia é educar e formar. Como exemplo, campanhas contra a dengue, de vacinação, de trânsito.
Informados sobre o que o governo está fazendo, os cidadãos e cidadãs têm subsídios para avaliar o que está sendo feito, se interfere ou não em sua vida e o que ainda precisa ser feito.
Sem os governos comunicarem o que faz e sem a sociedade saber o que está sendo feito, certamente, a maior prejudicada seria a democracia, pois, se o poder emana do povo, para o povo e com o povo, não se pode governar sem a sua participação. E Agnelo, finalmente, entendeu isso.
As mudanças no governo não param por ai. Algumas secretárias serão extintas. Haverá fusão de outras. A máquina vai ficar mais enxuta. Entre seis e sete pastas devem deixar de existir. Tudo será feito sem muito alarde. A conta-gotas.
Agnelo também vai promover a mudanças de titulares em algumas secretarias. A ideia é dinamizar. Na semana passada deixaram o governo os secretários de Desenvolvimento Econômico, Gutemberg Uchoa, de Comunicação, Ugo Braga, e o secretário adjunto de governo, Ricardo Vale.
O substituto de Gutemberg ainda não é foi divulgado. A pasta de Desenvolvimento Econômico é de alta rotatividade. Por lá passaram José Moacir Vieira, Abdon Henrique Araújo, Cristiano Araújo e Jaques Pena.
Adjunto de Ugo Braga, o jornalista Rudolfo Lago está interino na Comunicação. As chances de ser efetivado são grandes. Precisa trabalhar em sintonia com André Duda. Quando os dois setores agem em harmonia, só quem ganha é a administração. O mais fácil seria a fusão em apenas uma pasta. Mas, nem sempre o que é mais fácil e prático, atende aos interesse do governo.
Para o lugar de Ricardo Vale foi nomeada Maria América Hamú. Ela vinha ocupando o cargo de coordenadora-chefe de Relações Institucionais da Secretaria de Governo. Vale é irmão do conselheiro do Tribunal de Contas, Paulo Tadeu, e será candidato a deputado distrital pelo PT.
A dança das adeiras também chegará às administrações regionais, empresas e autarquias. Tem muita gente com medo de perder o emprego. A maioria cargos de segundo e terceiro escalões. As composições políticas para as eleições do próximo ano irão pautar onde acontecerão as mudanças.
É 2014 batendo forte na porta do governador Agnelo.

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