Agnelo gasta saliva e engole seco a cassação de Massouh

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Foto: Divulgação - Arquivo Notibras

O governador Agnelo Queiroz acaba de incorporar ao currículo sua maior derrota política: a cassação, pela Câmara Legislativa, do mandato parlamentar do velho amigo e aliado Raad Massouh (PPL).
O deputado foi acusado de desviar dinheiro de emendas em benefício próprio. O resultado chocou o Palácio do Buriti: 18 votos pela perda do mandato, três contra e duas abstenções. A votação foi secreta.

Nos últimos 90 dias Agnelo agiu nos bastidores para tentar salvar Raad. Ele chegou a oferecer cargos a deputados da base aliada para que o ex-secretário da Pequena e Microempresa do Governo do Distrito Federal mantivesse sua cadeira.
A derrota de Agnelo tem sido vista como um recado dos deputados governistas, que a cada dia manifestam sua contrariedade com os rumos que a administração petista vem tomando.
Como não poderia deixar de ser, houve uma acirrada discussão na contagem dos votos. Motivo: apenas 23 deputados poderiam ter vptado, mas surgiram 24 votos na urna. O presidente da Câmara, Wasny de Roure (PT), decidiu suspender a sessão e convocar nova votação. Nenhum voto foi divulgado.
Raad Massouh é suspeito de desviar parte da verba de emenda parlamentar destinada à realização do 1º Festival Rural Ecológico de Sobradinho, em 2010.
Durante a sessão desta quarta, o distrital reafirmou sua inocência perante os parlamentares. “Por uma acusação anônima, que diz que eu apresentei uma emenda parlamentar para a cidade de Sobradinho de R$ 100 mil e, depois de todos os pagamentos e tudo que foi feito, me acusaram de ter recebido R$ 47 mil.”
Em seguida, Massouh cometeu uma gafe ao se referir à postura dele como deputado. “Sempre lutei contra a integridade, contra a moralidade nessa Casa. Não ia me sujar por causa de R$ 47 mil.”
Relator do processo contra Massouh na Comissão de Ética e Direitos Humanos da CLDF, Joe Valle se manifestou a favor da cassação do mandato de Massouh. “Mesmo que a missão seja amarga, mesmo que seja difícil, precisamos cumpri-la”, afirmou o relator.
O corregedor da Casa, deputado Patrício (PT), foi o terceiro a falar. Ele afirmou que não houve perseguição política, mas um trabalho de investigação feito pelos próprios parlamentares.
“Aqui é um julgamento. A Câmara Legislativa faz seu julgamento político baseado em provas e nos autos. Se não for assim, é simples: acabamos com a Corregedoria, acabamos com a Comissão de Ética e dobremos os joelhos para o poder Judiciário. Esse órgão é autônomo e independente e tem seus mecanismos e sua instâncias de julgamento interno”, disse Patrício.
Chico Vigilante anunciou, antes do início da votação, que os seis deputados do PT  se pronunciariam juntos a favor da perda de mandato, mantendo, segundo Vigilante, um posicionamento de bancada.
No último dia 10 de setembro, Raad conseguiu a suspensão do processo de cassação por quebra de decoro parlamentar na CLDF até a decisão colegiada na Justiça, que aconteceu no dia 22 de outubro.
O pedido foi feito com base na decisão sobre os processos de quebra de decoro dos deputados Benedito Domingues (PP), Rôney Nemer (PMDB) e Aylton Gomes  (PR), que já foram condenados em primeira instância pelo Tribunal de Justiça. As ações contra eles na Câmara Legislativa foram suspensas até que um colegiado de juízes decida sobre os casos.
Informou o Notibrás

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