Agnelo maquia lei da moral e abastece o laranjal de aliados.

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O cenário foi o Plenário da Câmara Legislativa. Faz pouco tempo. Mas, para quem é supostamente atacado pelo Mal de Alzheimer, o ontem pode ser comparado a um passado longínquo. O dia, 1º de janeiro. O ano, 2011.

Agnelo Queiroz estava tomando posse no governo do Distrito Federal. Brasília deixará de ser sinônimo de corrupção. As negociatas e práticas incompatíveis com o serviço público deixarão de existir, porque a capital da República não pode ser motivo de achincalhe e piada nacional.

Folheio aqui na rede as páginas do pronunciamento do governador. Palavras, frases e períodos inteiros grifados com minha caneta. Corrupção e transparência são a tônica do discurso. Encosto os papéis de lado e abro a caixa de emails. E confirmo o que temia. O alemãozinho atacou de vez a memória do governador.
É difícil acreditar que as palavras de Agnelo tenham sido levadas pelo vento em tão pouco tempo. Corrupção há – os processos em curso que o digam. Já a transparência, que mereceu uma Secretaria, é vista através de um vidro turvo, salpicado com a poeira que cobre Brasília nesta época do ano. E o vidro, consequentemente, está enlameado.
Há 15 dias, o governador entrou mais uma vez em rota se colisão com seu vice, ao demitir um administrador supostamente envolvido em corrupção. Festa para o aniversário da cidade, dinheiro saindo pelo ralo para engordar contas bancárias de maus servidores. Filippelli gritou. Afinal, era um seu apadrinhado. Agnelo fez ouvido de mouco.
Agora, a caneta do governador volta a surpreender negativamente. Agnelo vetou o parágrafo de uma Lei da deputada Eliana Pedrosa (PSD) aprovada pela Câmara Legislativa, que exigia transparência nos gastos públicos. E a expressão transparência, que passou a ser uma espécie de palavra chave no vocabulário do governo, ficou apenas da boca para fora.
A proposta de Eliana Pedrosa saiu redonda da Câmara Legislativa. Bastava ao governador assinar e marcar o gol. Porém, antes de pegar a caneta, Agnelo mandou apagar o que havia de mais importante no texto legal: “… as placas afixadas (informativas sobre eventos) devem conter o número do contrato firmado, o valor, o nome das partes contratantes e a data de realização.” Mas a lei, maquiada pelo Palácio do Buriti, foi publicada no Diário Oficial exigindo que a placa anunciasse apenas que vai rolar a festa.
Com essa postura do governador, a transparência foi para o brejo de uma vez por todas. E o cidadão, que paga seus impostos religiosamente em dia, ficará mais uma vez sem saber para onde, para o quê e, em muitos casos, para o bolso de quem vai o dinheiro do seu suor.
Eliana Pedrosa, aguerrida, não entregou os pontos. Vai tentar junto aos seus pares derrubar o veto.
O argumento da deputada é inquestionável: é lamentável que um governo que se diz transparente vete um mecanismo tão importante. Ser informado do básico é o mínimo que o cidadão precisa para avaliar como está sendo gasto o dinheiro dos seus impostos, disse Eliana aNotibras.
Vou deixar a rede e procurar um médico especialista em Alzheimer. Não será preciso muito esforço para encontrar um geriatra ou neurologista que prescreva um remédio para o governador. Porque, como enfatizou Agnelo no discurso de posse, “as nuvens tempestuosas de uma das piores crises do DF ainda não se dissiparam”.
Informou Notibrás.

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