AGNELO MORALIZA GDF COM DEMISSÕES E MONITORAMENTO DE GASTOS PÚBLICOS.

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Priscilla Mendes, do R7

 
Eleito após o escândalo do “mensalão do DEM”, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), tem como principal desafio de governo “moralizar” o Estado e resgatar o “orgulho dos brasilienses”. Agnelo é o primeiro governador eleito após a série de escândalos que derrubou o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido). Em 2010, por causa da crise política, o DF chegou a ter quatro governadores em apenas três meses.
Em seu primeiro dia de mandato, Agnelo tentou traçar o principal objetivo de sua administração: “moralizar” o governo do DF. Horas depois de ser empossado, o petista assinou decretos exonerando quase todos os 18 mil funcionários contratados em cargos comissionados. Todas as licitações em andamento foram suspensas por cinco dias e a saúde pública foi declarada em situação de emergência.
Em seu discurso de posse, no dia 1º de janeiro, o governador destacou o principal desafio ético que terá pela frente: resgatar o “orgulho dos brasilienses”.
– Vamos trabalhar de maneira incansável e fazer o possível para honrar a confiança da população. O DF voltará a ter credibilidade perante a nação brasileira
Em busca do “orgulho brasiliense” perdido, Agnelo cumpriu uma promessa de campanha e criou a Secretaria da Transparência, que será comandada pelo coordenador de programação e logística da Receita Federal, Cláudio Higino Alencar.
A nova pasta, segundo o governador, terá “controle absoluto do gasto público, com critério público e transparência será encarregada de instalar um “0800 anticorrupção”.
– A transparência radical ajuda. Incluiremos nos contratos um 0800, com total privacidade, de tal maneira que, se o cidadão for abordado de alguma forma que não seja de interesse público, ele pode recorrer, para isso ser investigado, preservando a sua identidade.

Demissões


Entre os cerca de 18 mil servidores comissionados, apenas aqueles que tem função vital, de chefia, de atendimento direto ao público e funcionários em licença maternidade ou afastados por motivo de saúde, não foram exonerados.
Com as exonerações em bloco, o governador pretende passar um pente-fino na máquina administrativa. A intenção e afastar funcionários fantasmas ou muito ligados às gestões anteriores, de Rogério Rosso (PMDB), José Roberto Arruda e Joaquim Roriz (PSC).
O governador pretende contratar apenas metade do total de servidores exonerados. A tarefa não será fácil, uma vez que a nova gestão terá 31 secretarias de Estado, 11 a mais que a administração anterior. A assessoria de Agnelo declara que o corte de pessoal será possível porque várias das pastas criadas já existiam na forma de subsecretarias.


Casa arrumada


A primeira ação prática do novo governo foi batizada de “operação casa arrumada”. Agnelo ordenou serviços de limpeza e conservação já no dia 2 de janeiro, como recapeamento de ruas, limpeza de bueiros e corte de grama. Sofrendo com chuvas intensas e lixo acumulado, Brasília estava visivelmente abandonada.
– Temos que acabar com esse sentimento de abandono, essa sensação de que a cidade está largada. Vamos recuperar a auto-estima do brasiliense, deixando a cidade cuidada, com ordem e limpeza.
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